Maior e nada discreto: Hyundai Tucson cresce em nova geração ousada

Maior e nada discreto: Hyundai Tucson cresce em nova geração ousada

Em uma evolução da atual linguagem visual da Hyundai, que causou fervor no Brasil com o i20, quinta geração do Tucson faz sua estreia mundial

A Hyundai apresentou mundialmente a quinta geração do Tucson, que chega com uma transformação completa no desenho e dimensões maiores. O novo SUV abandona boa parte das formas marcadas da geração anterior para adotar uma carroceria mais larga, alta e de linhas predominantemente retas, seguindo a nova fase estética da marca sul-coreana, já vista no i20 e também na nova geração do Elantra.

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A proposta é uma evolução dessa linguagem visual, aplicada a um SUV de maiores proporções. O resultado é um Tucson bem mais robusto e, sobretudo, difícil de passar despercebido. A apresentação inicial, realizada na Coreia do Sul, focou principalmente no design, no interior e nas dimensões, enquanto detalhes de versões e conjuntos mecânicos, além de itens de segurança, ainda serão divulgados posteriormente.

Visual muda completamente

A dianteira é o principal ponto de ruptura em relação ao Tucson anterior. A grade deixa de ser um dos elementos dominantes e passa a ocupar uma posição mais baixa, enquanto uma assinatura luminosa horizontal percorre boa parte da frente e se conecta às extremidades. Nas pontas, os elementos de iluminação formam um desenho vertical associado à identidade em “H” da marca. Os faróis principais ficam posicionados em uma área escura mais baixa, criando uma frente visualmente mais limpa e larga.

O capô alto e praticamente plano reforça a aparência mais parruda, enquanto os para-lamas adotam volumes pronunciados e formas geométricas. Na lateral, a linha de cintura é mais horizontal e as caixas de roda ganham contornos próximos de um quadrado, reforçando a proposta de um SUV de aparência mais tradicional, mas executada com soluções pouco convencionais.

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A coluna C também chama atenção pelo acabamento de grandes dimensões, que ajuda a criar uma separação visual entre a carroceria e o teto. O conjunto fica ainda mais evidente com o contraste entre as áreas claras e escuras da carroceria.

Na traseira, a Hyundai repete a lógica utilizada na dianteira. Uma faixa luminosa atravessa a tampa e se conecta às lanternas verticais nas extremidades, formando novamente uma assinatura inspirada na letra “H”. O vidro, as colunas e parte da tampa formam praticamente uma área contínua de cor escura, enquanto o nome Tucson aparece aplicado por extenso na região central. A nova geração também terá a configuração XRT, com elementos próprios de acabamento e uma aparência mais voltada ao uso fora de estrada.

Tucson ficou maior

A mudança de proporções acompanha a transformação visual. O novo Tucson mede 4,70 metros de comprimento, 1,905 metro de largura e 1,685 metro de altura, com 2,785 metros de distância entre os eixos. Em relação à geração anterior, são 60 mm a mais no comprimento e 40 mm na largura, além do ganho de 30 mm no entre-eixos. A maior carroceria também resultou em mais espaço para os ocupantes traseiros, com aumento de 29 mm na altura disponível para a cabeça.

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As portas traseiras agora podem abrir até 83 graus, contra 73 graus anteriormente, facilitando o acesso à segunda fileira. Apesar do crescimento, o novo Tucson continua configurado para cinco ocupantes.

Por dentro, a transformação também é completa. O painel adota desenho predominantemente horizontal e passa a concentrar os principais elementos em uma grande central multimídia com o novo sistema Pleos. O quadro de instrumentos digital aparece em uma posição elevada, próxima ao campo de visão do motorista. No volante, assim como no i20, o logotipo tradicional da marca dá lugar aos pontos que formam a letra H em código Morse.

Um Hyundai que fez história no Brasil

A trajetória do Tucson no Brasil é bastante diferente daquela observada em outros mercados. O modelo chegou ao país em 2004 e rapidamente ganhou espaço em uma época em que os SUVs ainda representavam uma parcela muito menor das vendas. O sucesso levou à produção nacional pela CAOA, em Anápolis (GO), anos depois, a partir de 2010.

Neste mesmo ano, a segunda geração chegou e também fez sucesso por aqui, mas foi comercializada como ix35, justamente para conviver com o Tucson original, que continuou em produção e vendas. O ix35 também foi fabricado em Anápolis e se tornou outro produto importante da operação da CAOA. Por fim, em 2016 a terceira geração voltou a adotar o nome Tucson e igualmente teve produção nacional. Durante um período, as três gerações chegaram a conviver no mercado brasileiro, em uma estratégia que prolongou a vida comercial do SUV original e do ix35.

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A quarta geração, por outro lado, nunca chegou oficialmente ao Brasil. Ela já havia representado uma mudança importante no desenho do modelo, com formas bastante ousadas e uma dianteira marcada pela integração entre grade e iluminação, mas suas proporções ainda eram mais contidas que as do novo SUV apresentado nesta quarta-feira (19/08).

Por enquanto, não há indicação de que o novo Tucson esteja nos planos imediatos para o mercado brasileiro. Assim como aconteceu com a geração anterior, o SUV não deverá ser oferecido por aqui. A mudança na operação da Hyundai no país, após o fim da parceria com a CAOA, também torna o cenário diferente daquele que permitiu a produção nacional das três primeiras gerações.


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Junio Paiva

Junio Paiva

Jornalista pela PUC Minas, Júnio atua desde 2017 na produção de conteúdo automotivo para redes sociais e sites especializados. Seu foco está na redação, cobertura de lançamentos e nos bastidores da indústria automotiva.