BYD confirma nova geração do Dolphin Mini no Brasil para brigar com Geely EX2

BYD confirma nova geração do Dolphin Mini no Brasil para brigar com Geely EX2

Maior e mais potente, nova geração do Dolphin Mini chegará ao nosso mercado para conviver com o hatch vendido atualmente, mas somente em 2028

A BYD confirmou oficialmente que a nova geração do Dolphin Mini será vendida no Brasil. A informação foi revelada pelo vice-presidente sênior da fabricante, Alexandre Baldy, que afirmou que o modelo chegará ao país somente a partir de 2028. A estratégia da marca, porém, não será substituir o hatch atual, e sim comercializar as duas gerações simultaneamente, mantendo o modelo vendido hoje como porta de entrada em nosso mercado.

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A decisão faz sentido diante do momento vivido pelo compacto. O Dolphin Mini segue como o veículo elétrico mais vendido do Brasil e, recentemente, também passou a ser produzido na fábrica da BYD em Camaçari (BA), onde é montado em regime SKD ao lado do sedã King e do SUV Song Pro. A unidade baiana já alcançou a marca de 100 mil veículos produzidos e a expectativa da empresa é iniciar a fabricação completa dos modelos até o fim deste ano.

Apesar de confirmar a chegada da novidade, a BYD ainda não revelou qual será o nome adotado no mercado brasileiro. Na China, o hatch é comercializado como Seagull, enquanto no Brasil recebeu a identidade Dolphin Mini para aproveitar a boa aceitação do Dolphin, lançado anteriormente em um segmento superior. Com a nova geração crescendo de forma significativa e ficando muito próxima do hatch maior da marca, não está descartada uma mudança de nomenclatura quando o modelo desembarcar por aqui, seja adotando o nome original chinês ou uma nova identidade.

Tudo novo: maior e mais potente

Revelada recentemente em documentos de homologação publicados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT), a nova geração mostra que a BYD promoveu uma reformulação profunda no projeto. O hatch passa a medir 4.205 mm de comprimento, 1.810 mm de largura, 1.570 mm de altura e 2.650 mm de entre-eixos, números que representam um crescimento de 425 mm no comprimento e 150 mm na distância entre os eixos em relação ao Dolphin Mini atual vendido no Brasil.

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As novas dimensões também mudam o posicionamento do modelo frente à concorrência. O hatch passa a superar em comprimento o Geely Xingyuan, comercializado no Brasil como Geely EX2, que mede 4.135 mm, além de igualar o rival no entre-eixos. Na largura, o novo BYD sai ligeiramente na frente, evidenciando a intenção da marca de disputar diretamente espaço com o atual líder do segmento na China.

O crescimento é acompanhado por uma carroceria totalmente redesenhada. A dianteira recebe novos faróis e para-choque, enquanto a traseira, a coluna C e todo o perfil lateral também foram reformulados. Apesar das mudanças, o hatch preserva a identidade visual apresentada pela geração atual, agora adaptada a um porte significativamente maior. Os documentos de homologação ainda revelam novas opções de rodas, diferentes acabamentos externos e pneus 205/60 R16 em todas as versões homologadas.

As novidades também chegam ao conjunto mecânico. O atual motor elétrico de 55 kW (75 cv) dá lugar a uma nova unidade de 95 kW, equivalente a 129 cv, elevando também a velocidade máxima homologada de 130 km/h para 150 km/h. As baterias continuam utilizando a tecnologia de fosfato de ferro-lítio (LFP), embora a fabricante ainda não tenha divulgado a capacidade energética nem a autonomia da nova geração.

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Na parte tecnológica, os registros também mostram um conjunto de câmeras instalado junto à terceira luz de freio, indicando a ampliação dos recursos de assistência à condução. A expectativa é que o novo modelo amplie a oferta de sistemas semiautônomos, como já acontece na China, reforçando a proposta de um hatch mais sofisticado sem abrir mão da vocação de modelo de acesso.

Até 2028, a estratégia da BYD será manter o atual Dolphin Mini como protagonista entre os elétricos de entrada, enquanto prepara a convivência entre as duas gerações em uma linha que promete ficar ainda mais competitiva diante do avanço da Geely e de outras marcas chinesas por aqui.


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Junio Paiva

Junio Paiva

Jornalista pela PUC Minas, Júnio atua desde 2017 na produção de conteúdo automotivo para redes sociais e sites especializados. Seu foco está na redação, cobertura de lançamentos e nos bastidores da indústria automotiva.