VW analisa ter elétricos de entrada no Brasil contra Dolphin Mini e EX2

VW analisa ter elétricos de entrada no Brasil contra Dolphin Mini e EX2

Para não ficar atrás na corrida pela faixa de acesso no mercado de elétricos nacional, gigante alemã deverá recorrer a parcerias na China

A Volkswagen estuda ampliar sua atuação no mercado brasileiro de carros elétricos com modelos compactos desenvolvidos a partir de projetos chineses. O movimento acompanha estratégias já adotadas por grupos como GM e Stellantis, que recorrem a operações na China para ampliar a oferta de veículos eletrificados no país. A possibilidade da VW foi sinalizada por executivos da marca a jornalistas brasileiros levados à sede da montadora, na Alemanha.

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A exemplo da Chevrolet, que comercializa modelos chineses sob sua própria identidade, a Volkswagen deverá incorporar os novos veículos à sua linha, sem necessariamente introduzir outra marca no país, como fez a Stellantis com a Leapmotor. A iniciativa busca acelerar a entrada da fabricante alemã em uma categoria que ganha relevância no Brasil, impulsionada por modelos como BYD Dolphin Mini e Geely EX2, que rapidamente ganharam notoriedade entre os elétricos mais acessíveis.

A estratégia permitiria aproveitar o ritmo de desenvolvimento e a estrutura industrial chinesa para reduzir o tempo necessário à chegada desses produtos.

Parcerias na China abrem diferentes caminhos

A VW possui três associações industriais na China que podem servir de ponto de partida para o projeto. Uma delas é a parceria com a SAIC, da qual surgiu o Taos vendido atualmente no Brasil, derivado do SUV chinês Tharu. A mesma aliança também está ligada ao desenvolvimento da nova geração da picape Amarok, que será fabricada na Argentina, demonstrando como a fabricante já aproveita produtos chineses para atender diferentes regiões.

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Outra possibilidade está na joint venture com a FAW, que também fornece referências para os próximos lançamentos brasileiros. A nova geração do Taos destinada ao país, por exemplo, está sendo desenvolvida com base no T-Roc L chinês. Já a associação com a JAC concentra a produção de modelos elétricos da família ID no mercado asiático, com as devidas adequações.

Essa última parceria abre espaço para aproveitar projetos elétricos já desenvolvidos para a China ou adaptar soluções existentes às necessidades brasileiras. A escolha, porém, dependerá de fatores como custo, posicionamento comercial e capacidade de competir com os modelos que já conquistaram espaço no segmento.

Produção nacional também está no radar

Embora a importação possa viabilizar uma chegada mais rápida, ao que tudo indica, a Volkswagen também avalia a possibilidade de produzir os futuros elétricos compactos no Brasil. A fabricação local permitiria reduzir a dependência de veículos importados e ampliar a competitividade em uma faixa de preços na qual o custo de produção tem peso decisivo.

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Uma eventual nacionalização, entretanto, exigiria estudos adicionais e poderá demandar investimentos além dos já anunciados pela montadora para a América do Sul. Ainda não há definição sobre quais modelos serão escolhidos, nem confirmação de quando eles chegarão ao mercado brasileiro. A perspectiva é que a VW aproveite sua estrutura na China para desenvolver uma resposta rápida à expansão dos elétricos de entrada, com possibilidade de vermos esses modelos dentro de dois anos.


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Junio Paiva

Junio Paiva

Jornalista pela PUC Minas, Júnio atua desde 2017 na produção de conteúdo automotivo para redes sociais e sites especializados. Seu foco está na redação, cobertura de lançamentos e nos bastidores da indústria automotiva.