Trocou pastilhas, pise leve

Disco e pastilha de freio 2

Já sei que você é daqueles que cuida da manutenção do carro com carinho. Principalmente, quando se trata dos freios e manda examinar as pastilhas de 10 em 10 mil quilômetros, para ver se está tudo bem. Perfeito! Mas, você sabia que quando se trocam as pastilhas do freio, ou o conjunto pastilhas/disco de freio, é preciso rodar alguns quilômetros para fazer o assentamento e, assim, ter o máximo de eficiência?

Pois é, a explicação é simples: quanto maior a área de atrito entre os discos e as pastilhas, mais eficiente é a frenagem. Com o uso, as superfícies dos discos e das pastilhas formam um relevo irregular (aqueles riscos que aparecem nos discos). Porém, como ocorre nos dois, a área de atrito continua igual.

Quando se faz a troca apenas das pastilhas, como as novas vêm praticamente planas, só haverá contato com o disco em alguns pontos. Por isso, a frenagem não é perfeita até que o atrito desgaste as saliências nas pastilhas e o contato volte a se dar em toda a superfície de ambos. Quando são trocados os discos e as pastilhas simultaneamente, a adaptação é mais rápida, porque as superfícies das duas peças têm poucas irregularidades.

Assim, se você tiver trocado só as pastilhas, lembre-se que é preciso rodar uns 200 quilômetros para que esse assentamento se realize e o freio passe a ter total eficiência. Além disso, durante esse assentamento, a menos que seja necessário, procure não dar freadas bruscas para não “vidrar” a superfície das pastilhas, o que fará com que percam a eficácia.

Caso tenha sido trocado o conjunto disco/pastilha, ou o seu veículo é zero quilômetro, como são peças novas, o assentamento é mais rápido, em torno de 100 quilômetros. Mas, também é importante que seja feito.

 

Fotos: reprodução Internet

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