TESTE – Bravo T-Jet, um veterano ainda em forma

Pelo andar da carruagem, os esportivos com um temperamento mais apimentado e não apenas com um visual diferenciado, estão voltando com tudo. O Honda Si, o Volkswagen GTi e até o Renault Sandero R.S. que está para chegar, sem falar de importados como o Subaru WRX, mostram que esses carros de nicho estão ampliando o espaço no mercado, indicando que o brasileiro está aprimorando sua cultura automobilística. Entre eles, está o, pode-se dizer, veterano Fiat Bravo T-Jet, com motor 1.4 turbo, que se mantém firme nesse segmento.

Lançado em 2010, veio com uma mecânica que se inseria na nova filosofia para tempos de economia de combustível, o chamado downsizing. Ou seja, motores de pequena cilindrada, mas equipados com turbo-compressor e muita tecnologia, que permitem uma boa economia de combustível e baixas emissões de poluentes, sem deixar de lado o desempenho diferenciado e a suavidade de resposta, mesmo no trânsito tumultuado das grandes cidades.

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No modelo 2016 do T-Jet, a filosofia continua, bem como, o visual ligeiramente diferenciado que o caracteriza das versões normais do Bravo. Não foram feitas grandes modificações. Na frente, uma nova grade em conjunto com o novo para-choque, que tem uma barra cromada em forma de V que emoldura as também novas molduras dos faróis de neblina. Na lateral, novas rodas de aro 17 polegadas que deixam à mostra as pinças dos freios a disco nas quatro rodas, pintadas de vermelho para realçar a esportividade. E, na traseira, além do para-choque redesenhado, saída dupla de escapamento, lanternas com molduras pretas e spoiler.

Dentro, porém, as diferenças são maiores. Além do bom acabamento com materiais de qualidade, característica do modelo, todo o ambiente tem um ar mais esportivo. Como o acabamento do painel, volante, alavanca de câmbio, bancos e até um apoio para o pé esquerdo para ajudar o motorista a firmar o corpo em curvas, além de pedais em alumínio. Um novo quadro de instrumentos com uma grafia mais legível e iluminação branca também são novidades, bem como o novo sistema Uconnect, que engloba Bluetooth, GPS e câmera de ré. O sistema além de obedecer a comandos de voz para o sistema de som e telefonia tem tela do tipo touchscreen que facilita a operação de todo o sistema.

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Novos bancos ajudam no conforto, mas o espaço só é bom para quatro adultos, já que no meio do banco traseiro só uma criança se acomoda bem. Ao contrário do porta-malas que, para um modelo hatch, os 400 litros de capacidade são referência. Pode-se dizer que é quase o de um sedã.

Mas, vamos ao que interessa em um esportivo: a mecânica. O motor 1.4 turbo entrega 152 cavalos de potência e bons 21,1 kgfm de torque máximo, constante entre 2.250 e 4.500 rotações por minuto. Mas, mesmo em baixas rotações, o torque já é mais que suficiente para tirar o carro da inércia em qualquer situação, o que permite dirigi-lo sem cuidados especiais mesmo em trânsito congestionado.

Se a ideia é obter um pouco mais de prazer, basta acionar o botão Overbooster (OVB) no painel, que o motor passa a fornecer 23 kgfm de torque a exatas 3.000 rpm. A diferença é logo sentida, mas requer um pouco de atenção, pois a entrada do maior torque é repentino e o carro dá um salto para frente com muita rapidez.

O câmbio é manual com seis marchas e relações que permitem aproveitar bem do torque do motor. Inclusive nas retomadas de velocidade, quando não são necessárias muitas reduções para se obter um bom desempenho. Um conjunto que permite ao Bravo T-Jet chegar aos 100 por hora em 8,7 segundos e a uma velocidade máxima de 206 km/h.

Claro que, em um carro esportivo, o consumo não é a prioridade. O T-Jet não chega a ser um beberrão, porém, pelo tamanho do motor, poderia ser um pouco mais econômico. No circuito cidade/estrada chegou a razoáveis 9,6 km/l.

Uma direção elétrica precisa, que endurece à medida que a velocidade aumenta, forma uma boa parceria com a suspensão mais firme e baixa em relação à versão normal, mas que não maltrata os ocupantes, mesmo em terrenos irregulares. O único problema são os pneus de perfil baixo que calçam as rodas de 7 polegadas de largura e deixam o rodar um pouco áspero.

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Por falar nesse quesito, com esse conjunto, o T-Jet faz curvas muito bem, apesar de uma tendência ao sobre-esterço (sair de frente), comum nos carros de tração dianteira. Os controles de tração e estabilidade, porém, ajudam a controlar a situação, corrigindo os excessos. Os bons freios a disco nas quatro rodas com ABS garantem freadas seguras mesmo em pisos escorregadios.

Enfim, sem adereços exagerados, o Bravo T-Jet continua agradando no visual, principalmente nessa cor Azul Maserati. Tem uma boa lista de equipamentos opcionais que o deixam com um preço salgado. Porém, na versão de base, já vem bem equipado, inclusive com teto solar. O desempenho, de uma maneira geral, pode ainda ser considerado bom, principalmente por ser bem diferenciado em relação à versão normal. Mas, aqui entre nós, já tá na hora do Bravo T-Jet ganhar um motor mais alegre e um câmbio de dupla embreagem.

 

Preço:

Bravo T-Jet 1.4                                 R$   81.420

Bravo T-Jet 1.4 (completo)            R$ 100.022

 

Notas do Emilio para o Bravo T-Jet 1.4 2016

 

Ficha Técnica BravoT-Jet 1.4 2016

 

Itens de série Bravo T-Jet 1.4 2016

 

Opcionais Bravo T-Jet 1.4 2016

 

Fotos: Emilio Camanzi

2 comentários em “TESTE – Bravo T-Jet, um veterano ainda em forma

  1. Estou com problemas pra regular, tirar o ar da embreagem nova do meu bravo tjet! Tem alguma
    Manha pra isso!? Alguem pode me da uma dica?

  2. É um belo carro mas acho que o que falta à Fiat uma forma de vender melhor seus carros de maior valor ou outras categorias já que a imagem da Fiat está vinculado a carros básicos e com grande volume de vendas.

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