Novo BYD Dolphin trará design renovado e versão híbrida flex
Hatch elétrico mais popular da marca ganha visual reformulado e arquitetura inédita; lançamento global ocorre em 2026
A BYD prepara uma grande virada para um de seus modelos mais emblemáticos. O novo BYD Dolphin, que já roda em testes na China, marcará a segunda geração do hatch elétrico e trará mudanças significativas em design, tecnologia e desempenho. Entre as novidades mais aguardadas, está a estreia de uma versão híbrida plug-in flex, desenvolvida especialmente para o mercado brasileiro.
Design mais sofisticado e pegada de hatch médio
As primeiras imagens do novo Dolphin, publicadas em sites especializados chineses, revelam um modelo com carroceria totalmente redesenhada. A nova geração abandona o estilo monovolume e adota linhas mais esportivas e proporcionais, aproximando-se de hatchbacks médios tradicionais, como o Volkswagen Golf.
O capô alongado e as lanternas horizontais que percorrem toda a traseira dão ao carro uma aparência mais robusta e aerodinâmica. O modelo também deverá incluir um porta-malas dianteiro (frunk) — algo inédito no Dolphin — e novas opções de faróis e grade inspiradas na linguagem “Ocean Aesthetics” da BYD.
Apesar das mudanças visuais, o hatch deve manter dimensões próximas às do modelo atual, com cerca de 4,29 metros de comprimento e 2,70 m de entre-eixos.

Plataforma inédita e melhorias estruturais
A transformação mais profunda do Dolphin, no entanto, está na base. O carro migrará para a nova arquitetura e-Platform 4.0, que substitui a atual e-Platform 3.0. A novidade promete maior eficiência energética, integração otimizada dos sistemas elétricos e redução de peso e custos de produção.
Essa plataforma permitirá o uso de tração traseira (RWD) e suspensão multilink, configuração já utilizada em versões superiores do modelo atual, mas agora disponível em mais variantes. Com isso, o hatch promete melhor dirigibilidade e comportamento dinâmico mais refinado — características que podem aproximá-lo de modelos elétricos de categorias superiores.
Conectividade e interior minimalista
Por dentro, o novo Dolphin deve seguir o estilo minimalista que a BYD vem adotando em seus modelos recentes. As projeções indicam painel com poucos botões físicos, bancos bicolores e uma tela central giratória equipada com o sistema DiLink 5.0 e o chip Qualcomm 8295, que oferece respostas ultrarrápidas e integração com assistentes de voz.
Além do visual moderno, o conjunto promete uma experiência digital completa, com atualizações remotas (OTA), comandos por voz e suporte ampliado a recursos de assistência à condução.
Primeira versão híbrida flex da linha Dolphin
O grande diferencial para o mercado brasileiro será a estreia da versão híbrida plug-in flex (PHEV). O modelo combinará um motor 1.5 aspirado flex da família DM-i — com cerca de 98 cv — a um motor elétrico de tração. O sistema será alimentado por uma bateria Blade de 8,3 kWh, garantindo autonomia próxima de 50 km no modo 100% elétrico, segundo estimativas iniciais.
Com essa configuração, o Dolphin se tornará o primeiro híbrido flex da BYD e uma peça-chave na estratégia da marca para expandir sua presença no país. A versão elétrica continuará sendo oferecida, com bateria Blade 2.0 e autonomia estimada em até 520 km, agora com a tecnologia CTB (Cell-to-Body), que integra a bateria à estrutura do veículo.
Lançamento e produção local
A apresentação oficial da nova geração do BYD Dolphin está prevista para o segundo trimestre de 2026, na China. Pouco depois, o modelo deve ser lançado no mercado brasileiro, com produção nacional cogitada para a fábrica de Camaçari (BA) — unidade que já está sendo preparada para fabricar veículos híbridos e elétricos da marca.
O novo Dolphin chega para disputar espaço em um mercado cada vez mais competitivo, onde a BYD aposta na combinação entre eficiência, conectividade e adaptação às demandas locais como seu maior trunfo.
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