Na onda do primo rico

Chevrolet Cobalt 2016

Desde que foi lançado, em novembro de 2011, o Cobalt não recebia nenhuma mudança significativa. Agora, como modelo 2016, os estilistas da GM do Brasil inspiraram-se no Chevrolet Malibu norte-americano e fizeram com que o Cobalt inaugurasse, aqui, o novo padrão de estilo da marca. Nada mais justo, afinal, este sedã compacto, com porte de médio, não tinha no design o seu ponto forte.

Agora, de “patinho feio” passou a príncipe, ganhou novos conteúdos, uma versão mais sofisticada e, sem dúvida, melhorou muito no visual. As maiores modificações foram na dianteira e traseira e, diga-se de passagem, ficaram coerentes com a lateral. São novos o capô, a grade com duas aberturas com o logo Chevrolet entre elas, faróis mais afilados com dupla parábola, para-choque com mais uma abertura de refrigeração, faróis de neblina e um pequeno spoiler na parte inferior para melhorar a aerodinâmica do sedã.

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Na traseira, o destaque são as lanternas maiores que invadem a tampa do porta-malas, que também é nova e recebeu um discreto aerofólio para dar um ar mais esportivo ao sedã. O para-choque também foi levemente redesenhado, escondendo completamente o cano de escapamento e “camuflando” os sensores de estacionamento (disponíveis só nas versões de luxo), deixando todo o conjunto com um visual mais limpo e agradável. Como não podia deixar de ser, as rodas em alumínio também possuem novo desenho.

Dentro, o Cobalt só passou por pequenas evoluções. Continua com o ótimo espaço interno, que acolhe cinco adultos, sem apertos. Mas, foram melhorados os materiais empregados no acabamento: tem novos tecidos de revestimento, podendo-se optar por acabamento em couro bicolor (preto e marrom); o ar-condicionado tem novos comandos mais simples; e os painéis de portas foram redesenhados, com novo posicionamento dos puxadores e comandos dos vidros elétricos.

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Conectividade

A maior novidade, de série a partir das versões LTZ, fica por conta da estréia do sistema de multimídia MyLink 2, que adota botões para acionamento do rádio e permite a operação do smartphone diretamente na tela de 7 polegadas, eliminando a necessidade de espelhamento. A partir da versão LTZ Automática, o Cobalt também vem equipado com o sistema OnStar. Operado por meio de botões na base do espelho retrovisor interno, o sistema acessa direto 20 serviços (inclusive de emergência) por meio de uma central de atendimento 24 horas. O serviço é gratuito por 12 meses, a partir da data da compra, e funcionam desde que um telefone celular esteja conectado.

Além de melhorar o conteúdo de série em todas as versões (ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico e chave tipo canivete são de série desde a versão de entrada) para tentar recuperar a liderança do segmento, que foi perdida para o Honda City, a GM criou a nova versão Elite. Vendida em pacote único, essa versão topo de linha vem bem equipada. Além dos sistemas de entretenimento e serviço, vem com revestimento em couro bicolor, frisos cromados externos, rodas exclusivas e os úteis sensores crepuscular e de chuva.

Só por fora

Se no que é visível o Cobalt ganhou atenções, no que fica por baixo da carroceria continua exatamente igual. As versões LT e LTZ podem ser equipadas com os antiquados motores 1.4 Econo.Flex, que desenvolve 102 cavalos e 13,0 kgfm de torque, quando abastecido com etanol, ou o 1.8 Econo.Flex de 108 cavalos e 17,1 kgfm, também com o combustível de cana. O câmbio é manual de cinco marchas. A 1.8 LTZ pode ser equipada com o câmbio automático de seis marchas, ficando com o mesmo conjunto mecânico que é de série na versão Elite. Segundo a fábrica, com motor 1.8, câmbio manual e etanol como combustível, o Cobalt faz de 0 a 100 km/h em 10 segundos e chega aos 170 km/h de velocidade máxima.

Pena que ainda não foi desta vez que a GM aproveitou para equipa-lo com alguns itens de segurança. Em todas as versões do Cobalt, faltam o apoio de cabeça e cinto de três pontos no meio do banco traseiro; fixação Isofix de cadeiras infantis; airbags laterais e os importantes controles eletrônicos de estabilidade e tração. Estas ausências não se justificam em carros atuais.

Ah… ia me esquecendo: os preços dos modelos 2016 também aumentaram, em média, 5 mil reais!

Cobalt 1.4 LT                                   R$ 52.690

Cobalt 1.4 LTZ                                 R$ 57.590

Cobalt 1.8 LTZ                                 R$ 59.990

Cobalt 1.8 LTZ Aut.                        R$ 65.990

Cobalt 1.8 Elite                                R$ 67.990

 

Ficha Técnica Cobalt 1.4 LT e LTZ – 2016

Ficha Técnica Cobalt 1.8 LTZ e Elite – 2016

 

Fotos: divulgação GM do Brasil

6 comentários em “Na onda do primo rico

  1. O cobalt e. Muito bom eu tenho um modelo 2016 só queria saber como gastar menos combustível ele consome muito o Hyundai é horroroso meu amigo Luiz c morsegões sou mas chevroletttt

  2. Primeiro quero dizer que esta idéia do blog do emilio foi sensacional. Tive um cobalt ltz 1.8 2013/2014, manual. Gostava muito do carro apesar de achá-lo um verdadeiro patinho feio. Faz duas semanas que comprei o novo cobalt. Trata de um ltz 1.8 cor grafite, manual. O meu já é modelo 2017, portanto já conta com algumas modificações como uma bobina para cada cilindro e direção elétrica. O carro ficou melhor que o modelo anterior. Principalmente no acabamento e no silêncio no interior. Resumindo, o carro é show, mas perdeu com certeza o título de patinho feio….Abraços…FELICIDADE E MUITA SORTE NA NOVA ETAPA DA VIDA…BOLA PRA FRENTE SENHOR EMILIO.

  3. Está mais do que na hora da GM contratar bons designers de veículos em sua equipe (talvez algum “vira” da hyundai)…disparado a GM leva o título dos carros mais feios já produzidos. Que desmoralização.

  4. Mas será mesmo que este motor de 108 cavalo aguenta levar tranquilamente uma “barca” dessas com 5 pessoas? fica a dúvida… será que eles não colocam um motor mais potente para não aumentar o preço?… Essa GM…

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