Do Brasil para o mundo: VW Tera se torna “Tengo” para ser fabricado na África do Sul

Do Brasil para o mundo: VW Tera se torna “Tengo” para ser fabricado na África do Sul

Volkswagen Tera ganha passaporte internacional e muda de nome para ser produzido no país africano a partir de 2027

Desenvolvido no Brasil e produzido até então exclusivamente por aqui, o Volkswagen Tera vai ganhar sua primeira linha de produção fora do país. A partir de 2027, o modelo também será fabricado na África do Sul, na unidade de Kariega, mas com outro nome: Tengo. A novidade foi revelada durante as comemorações dos 75 anos da Volkswagen no mercado sul-africano e marca a expansão internacional de um projeto criado para atender principalmente aos mercados emergentes.

Na África do Sul, assim como aqui, o compacto ficará posicionado como o SUV de entrada da Volkswagen, logo abaixo do T-Cross e do Taigo, variante do Nivus por lá. A estratégia é ocupar uma faixa de preço mais acessível e ampliar a presença da marca em um segmento que vem sendo pressionado pelo avanço de fabricantes asiáticos. A Volkswagen tem uma presença tradicionalmente forte no país, com destaque para o Polo e o Polo Vivo, antiga geração do hatch que não tivemos por aqui, que ainda é produzido ao lado do modelo mais recente em Kariega.

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O Tengo também terá papel importante na atual estratégia da operação sul-africana. O T-Cross é atualmente o modelo mais acessível da marca entre os utilitários esportivos, enquanto o Polo Vivo permanece como uma das opções de entrada da Volkswagen. O Tera, agora rebatizado, será justamente a alternativa intermediária entre esses produtos, aproveitando a familiaridade do projeto com o Polo e ampliando a oferta de SUVs compactos.

Embora tenha sido concebido no Brasil, o projeto contou com a participação da equipe de engenharia da África do Sul desde o desenvolvimento destinado ao mercado local. A fabricação em Kariega exigiu ainda um investimento de 4 bilhões de rands, cerca de R$ 1,3 bilhão em conversão direta, destinado à modernização da fábrica, adequação das linhas de produção, novos equipamentos e ferramental.

Por que Tera virou Tengo?

A mudança de nome segue uma lógica diferente da adotada no Brasil. A Volkswagen promoveu uma votação no mercado sul-africano com quatro alternativas, sendo elas Tengo, Tavi, Tiva e Tion, mantendo a tradição da família de SUVs da marca com nomes iniciados pela letra T. O vencedor foi Tengo.

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Segundo a Volkswagen, o termo possui significado cultural em línguas africanas e está associado a conceitos como força, resiliência e propósito. Há, porém, outro fator que ajuda a explicar a escolha de um nome diferente. A marca havia tentado registrar Tera na África do Sul, mas o pedido enfrentou resistência por uma possível associação com Terra, nome já utilizado pela Nissan nesse mercado.

A troca de identidade, no entanto, não será acompanhada de mudanças visuais. Diferentemente do Nivus, que passou a ser fabricado na Europa como Taigo e recebeu alterações de design em relação ao modelo brasileiro, Tera e Tengo terão praticamente a mesma aparência. As principais adaptações conhecidas estão na direção do lado direito e na suspensão revista para lidar com as condições locais.

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A mecânica também terá diferenças em relação ao Tera brasileiro. Embora as especificações completas ainda não tenham sido divulgadas, as informações disponíveis apontam que o Tengo não utilizará o motor 1.0 TSI turbo. Para a África do Sul, a Volkswagen deverá recorrer ao conhecido 1.6 MSI aspirado, associado a uma transmissão manual de cinco marchas ou automática de seis velocidades.


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Junio Paiva

Junio Paiva

Jornalista pela PUC Minas, Júnio atua desde 2017 na produção de conteúdo automotivo para redes sociais e sites especializados. Seu foco está na redação, cobertura de lançamentos e nos bastidores da indústria automotiva.