Alaskan, a picape global da Renault

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Se você pensa que picape faz sucesso só por aqui, engano seu. Nos Estados Unidos é moda há muito tempo e influenciou vários mercados. Tanto que marcas como a Volkswagen, por exemplo, sucumbiram ao desejo do mercado e partiram para conquistar uma fatia nesse promissor segmento que, além das Américas, Ásia e África, agora se espalha pela Europa também. Um mercado global que já totaliza 5 milhões de unidades anuais.
A última, por enquanto, a aderir ao segmento das picapes médias é a francesa Renault, que acaba de lançar a Alaskan, uma picape global no melhor dos estilos Hilux, Ranger, S10, Amarok e companhia. Ela é fruto de uma parceria entre a Aliança Renault e, acreditem, a Daimler. Ou seja, desta parceria, além da versão Nissan Frontier, que já foi apresentada na Tailândia ano passado, e agora da Renault, lançada em Medellín, na Colômbia, daqui a dois anos e usando a mesma plataforma, deverá surgir uma versão com a marca Mercedes-Benz! E, claro, com todas as características específicas de acabamento e mecânica que diferenciam os modelos da marca.
Mas, vamos ao modelo da Renault, a Alaskan. O nome é inspirado na palavra aleúte Alaska, que significa “grande terra”. Ela será fabricada em três unidades industriais, começando pelo México, na fábrica que fica na cidade de Cuernavaca. Depois, será feita em Barcelona, na Espanha e em Córdoba, na Argentina. Foi desenvolvida na França, no Japão e na América Latina e tem várias opções de tipo de carroceria. Desde a cabine simples até a cabine dupla e chassi-cabine, com caçamba curta ou alongada e carroceria estreita ou larga. Ou seja, tem para todo o mundo!
No visual, em geral, não consegue fugir muito do que já é visto nas concorrentes. A grande diferença fica na parte dianteira que apresenta um visual bem imponente e característico da marca francesa, com uma ampla grade cromada na frente. As rodas são de aro 16 ou 18 polegadas, dependendo da versão. Entre as novidades, na versão cabine dupla a suspensão traseira é independente tipo multilink com cinco braços e molas helicoidais, que proporciona mais conforto. Segundo a Renault, o chassi da Alaskan é do tipo com longarinas fechadas e reforçado, permitindo levar mais de 1 tonelada de carga, além de garantir um desempenho mais confiável no off-road e no trabalho pesado. A altura livre do solo é de 23 centímetros, o que permite à picape transpor obstáculos no fora de estrada com mais facilidade.

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No quesito conforto, dependendo da versão, têm bancos com ajustes manuais ou elétricos (com quatro, seis e até oito posições diferentes) e aquecimento; e ar-condicionado automático de duas zonas, com saídas de ar para os passageiros do banco traseiro. Tela multimídia com tela de 5 ou 7 polegadas, sensível ao toque, com GPS, Bluetooth, e conectividade compatível com smartphones, além de visão 360º do veículo, são outros equipamentos disponíveis.
Quanto à motorização, a Alaskan tem uma boa variedade. Para o Brasil, por exemplo, ela será disponibilizada com duas versões do motor Renault turbo-diesel de quatro cilindros, com 2,3 litros de cilindrada: potência de 160 ou 190 cavalos. Além desses e de acordo com o mercado onde será comercializada, tem mais um motor 2,5 litros turbo a gasolina, de 160 cavalos, ou um 2,5 litros, também a diesel e com duas versões: 160 ou 190 cv. Tem, ainda, opções de câmbio manual com seis marchas ou automático de sete velocidades, com tração em duas ou quatro rodas, esta última com reduzida, diferencial traseiro de deslizamento limitado e bloqueio mecânico, para uma maior capacidade off-road. Vem, ainda, com auxiliar de partida em rampa, controle de descida e controles eletrônicos de tração e estabilidade.
Tanto a nova Nissan Frontier como a Renault Alaskan, deverão fazer a estréia no Brasil durante o Salão do Automóvel de São Paulo, que acontecerá em novembro próximo.

 

Fotos: divulgação Renault

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