TESTE – Nissan Sentra 2016, mantendo a receita

Carro japonês tem uma fama muito boa no Brasil. Tanto que, no disputadíssimo segmento dos sedãs médios, os três primeiros colocados em vendas são projetos da terra do sol nascente: Toyota Corolla, Honda Civic e, fechando a trinca, Nissan Sentra.

Como bons japoneses, os da Nissan também gostam de tradição. E, quando o time está dando certo, não arriscam grandes mudanças. É o que acontece com o Nissan Sentra 2016. Por fora, não tem nenhuma diferença do modelo apresentado em 2013, quando foi lançada esta sétima geração do modelo, a não ser que você opte pela nova versão Unique, como esta da avaliação.

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Mais sofisticada (tem até o nome iluminado na soleira das portas dianteiras), agora ela é a topo de linha e conta com detalhes exclusivos, como as rodas de aro 17 polegadas, com desenhoesportivo, mas que não são suficientes para diminuir aquele ar comportado típico do Sentra. De qualquer maneira, no todo ele continua agradando.

Com bons materiais e arremates corretos, o destaque fica por conta do acabamento interno, que mistura os tons bege do couro dos bancos e laterais com o cinza do painel e parte superior das portas. Uma combinação que, além de agradar visualmente, amplia a sensação do bom espaço interno. No quesito mordomias: partida no botão; portas que destravam e travam com a chave no bolso; câmera de ré; teto solar; e ar-condicionado digital. Cinco pessoas se acomodam bem e o porta-malas com 503 litros de capacidade é suficiente para viagens da família. O pecado fica por conta das hastes que seguram a tampa e invadem o interior. Além de roubarem espaço, podem danificar a bagagem.

Uma inovação é o sistema Nissan Connect na central multimídia, que conta com GPS e permite que os ocupantes se conectem com o Google Search e o Facebook, facilitando encontrar os locais de busca. É um serviço gratuito nos três primeiros anos a partir da compra do carro. O porém fica por conta do funcionamento do sistema, que depende da compatibilidade do smartphone com o pacote de dados e do cadastro no app.

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Foto: divulgação Nissan

Em termos de segurança, agora não falta nada. Além dos cintos de três pontos e apoios de cabeça para todos, airbags frontais, laterais e de cortina, sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis, freios a disco nas quatro rodas com ABS e, finalmente a partir deste modelo 2016, os importantes controles eletrônicos de tração e estabilidade. Por falar em estabilidade, o Sentra se comporta bem nesse detalhe, apesar de uma tendência um pouco acentuada a sair de frente quando se abusa um pouco.

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Foto: divulgação Nissan

A suspensão, reforçada para rodar em nossas “belas” ruas e estradas, se comporta bem. Filtra com competência as irregularidades do terreno e entrega um rodar confortável e silencioso. Detalhe negativo fica para a suspensão traseira, que tem curso curto e, quando o Sentra está carregado, chega ao batente com alguma facilidade, incomodando quem senta atrás.

No conjunto mecânico não há novidades. Continua com o motor 2.0 flex, exclusivo para o mercado brasileiro, com 140 cavalos de potência tanto com gasolina como com etanol, e um tanto ruidoso de médias para altas rotações. O câmbio é automático do tipo CVT de variação contínua (o câmbio manual de seis marchas só é disponível na versão 2.0 S, a mais barata). Ou seja, tem infinitas relações de marchas e funciona de modo bem suave, incrementando o conforto. Um conjunto que permite um desempenho razoável: 0 a 100 km/h em 10,1 segundos e 186 km/h de velocidade máxima. Mas, as retomadas de velocidade, especialmente quando está com cinco adultos, deveriam ser melhores.

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Foto: divulgação Nissan

O consumo ficou dentro de médias razoáveis. No circuito metade cidade / metade estrada que uso para aferir, chegou a uma média de 6,7 km/l de etanol e de 9,2 km/l com gasolina. O único senão fica por conta do tanque de combustível, que tem apenas 50 litros de capacidade. Quando se está rodando com etanol a autonomia é muito pequena e as visitas ao posto para reabastecer se tornam frequentes, o que incomoda. Sem falar na sensação de que o carro gasta exageradamente, já que o ponteiro do marcador do nível de combustível desce a olhos vistos.

Por outro lado, uma boa posição de dirigir, todos os comandos à mão, uma direção elétrica com assistência variável que fica firme em altas velocidades e macia em manobras, além de freios eficientes, tornam agradável dirigir o Sentra.

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Tudo somado e aliado a afamada qualidade dos carros japoneses, o Sentra 2016 faz com competência tudo a que se propõe. E, junto com uma boa relação custo/benefício, especialmente nas versões mais caras, fazem com que seja uma opção a ser pensada com carinho nesse segmento bem concorrido do mercado brasileiro.

 

PREÇOS:

Sentra 2.0 S                                      R$ 69.190

Sentra 2.0 SV                                   R$ 75.990

Sentra 2.0 SL                                   R$ 82.490

Sentra 2.0 SL (com teto solar)      R$ 84.990

Sentra 2.0 Unique                            R$ 87.490

 

FICHA TÉCNICA NISSAN SENTRA 2016

LISTA DE EQUIPAMENTOS NISSAN SENTRA 2016

NOTAS DO EMILIO PARA O NISSAN SENTRA 2016

FOTOS: Camila e Emilio Camanzi

5 comentários em “TESTE – Nissan Sentra 2016, mantendo a receita

  1. Que pena que a Nissan mudou a FRENTE no Novo Sentra – Vejo penalidade a respeito!!!
    O barato do Novo Sentra a a grade de ALUMÍNIO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. Emilio bem que você podia fazer videos, mesmo que de maneira amadora , sentimos saudades das suas avaliações em video. Mesmo que seja de um celular e você gravando em primeira pessoa.

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