LANÇAMENTO: Subaru WRX e Subaru WRX STI, dois japoneses irados

Emilio Camanzi (*)

Campinas, SP

 

Você já ouviu falar da marca Subaru? Apesar de ela estar presente por aqui desde 1992, não é das mais conhecidas entre nós, a não ser que você seja um aficionado por automobilismo. Ao contrário do que acontece na Europa e Estados Unidos, onde tem uma das melhores reputações. E, para os apaixonados pelos automóveis no mundo todo, ela também é um ícone quando se fala do WRX (sigla de World Rally eXperimental), principalmente do WRX STI (Subaru Técnica Internacional, divisão esportiva da marca), um bólido que nasceu para disputar os ralis e dos quais já tem três títulos mundiais. E, até em provas de resistência, como a 24 Horas de Nurburgring, na Alemanha, onde ganhou este ano pela terceira vez.

A nova geração foi apresentada no Salão do Automóvel do ano passado. Mas, as duas versões só foram lançadas agora em nosso mercado. Ambos são modelos sedã, com quatro portas, espaço para cinco pessoas e bom porta-malas de 460 litros. Também ficaram mais leves e maiores em relação à geração anterior. Ganharam 25 milímetros na distância entre eixos – aumentando o conforto, ganharam melhor acabamento e até portas maiores para facilitar o acesso.

Claro que foram redesenhados. Mas, mantiveram um design ousado que sugere esportividade, principalmente pela grande entrada de ar sobre o capô – característica do modelo – que serve para resfriar o intercooler do turbo-compressor. A grande diferença externa entre os dois é um enorme aerofólio no STI, que já entrega descaradamente qual é o espírito da versão.

A mecânica, em ambos, continua pouco convencional. Primeiro, vamos falar do WXR, o sedã que a Subaru define como um carro para a família, mas que não tira o prazer do “papai piloto”. Aliás, os bancos dianteiros esportivos, painel completo e uma ótima posição de dirigir, fazem qualquer um se sentir piloto.

 

O motor é um quatro cilindros boxer. A mesma configuração, acredite, do Fusca! Mas, a semelhança fica apenas no conceito dos quatro cilindros contrapostos, detalhe que ajuda a baixar o centro de gravidade do carro e melhorar a estabilidade. E está colocado na frente, enquanto que o do VW era na traseira. Dos poucos mais de 40 cavalos do Fusquinha, este WRX, que é a chamada versão “mansa”, o 2.0 com turbo-compressor e injeção direta de combustível fornece 270 cavalos e um torque de 35,7 kgfm. Resultado: 0 a 100 km/h em apenas 6,3 segundos e uma máxima de 240 por hora! Nada mau para um “sedã familiar”.

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Foto: Divulgação Subaru

Novos tempos de economia de combustíveis e baixas emissões de gases nocivos trouxeram um câmbio automático do tipo CVT, ou seja, de variação contínua ao WRX, chamado Sport Lineartronic. Mas, nada que tire o prazer de dirigi-lo. Com oito marchas virtuais e a possibilidade de trocas sequenciais em aletas atrás do volante, a diversão ou o conforto estão garantidos. Para melhorar, ele ainda tem três modos de operação: Intelligent, quando prioriza conforto e economia, deixando o WRX um sedã tranquilo; Sport e Sport Sharp, indicados para curtir.

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Foto: Emilio Camanzi

A transmissão, permanente nas quatro rodas, é chamada de Symmetrical All-Wheel Drive. Distribui o tempo todo o torque do motor às quatro rodas de acordo com a necessidade. Detalhe que, em conjunto com a suspensão independente e rodas de aro 18 com pneus de perfil baixo, fazem com que mesmo em curvas travadas, como as do circuito da Fazenda Capuava, em Campinas, SP, onde pudemos dar algumas voltas, pareçam trilhos para o WRX. Controles de estabilidade, com três níveis de assistência, e de tração, ajudam a conter os excessos. Mas, se você quiser resolver tudo no braço, dá para desligá-los. Freios a disco nas quatro rodas eficientes e uma direção elétrica precisa, completam o prazer ao dirigir.

 

Porém, para quem gosta de emoção ao pilotar, a pedida mesmo é o WRX STI.

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Foto: Emilio Camanzi

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Foto: Emilio Camanzi

Não fosse pelo grande aerofólio traseiro, seria difícil distinguir um do outro olhando por fora. É atrás do volante e andando que se notam as reais diferenças. Para começar, o motor boxer passa a ter 2.5 litros e entrega 310 cavalos. O câmbio, de engates precisos e rápidos, é manual de seis marchas. A aceleração é de esportivo dos bons: 0 a 100 em 5,2 segundos, e a máxima limitada eletronicamente a 250 por hora. Para segurar essa fúria toda, os freios, a disco ventilados nas quatro rodas, são de competição da famosa marca Brembo, que precisam de um período de adaptação de quem dirige o STI pela primeira vez, pois, sempre param o carro antes do desejado.

 

A suspensão é mais firme como convém a um esportivo, o que prejudica um pouco o conforto (mas quem se importa?). E a tração permanente nas quatro rodas tem, ainda, a exclusiva central de controle do diferencial (DCCD, de Driver’s Control Center Differential) que permite variar a proporção de torque a ser enviada pelo motor para os eixos dianteiro e traseiro. Ou seja, você escolhe o jeito que quer pilotar: com o carro saindo de frente, neutro ou de traseira. Se o WXR já faz curvas como se estivesse sobre trilhos, o STI parece que tem âncoras segurando-o lateralmente.

Enfim, você está começando a entender porque esses Subaru são tão famosos?

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Divulgação Subaru

(*) O jornalista viajou a convite da Subaru

 

Preços:

Ambos são vendidos em versão única de acabamento

Subaru WRX              R$ 147.900

Subaru WRX STI       R$ 194.900

 

Ficha Técnica do SUBARU WRX

Lista de Equipamentos do SUBARU WRX

 

Ficha Técnica do SUBARU WRX STI

Lista de equipamentos do SUBARU WRX STI

4 comentários em “LANÇAMENTO: Subaru WRX e Subaru WRX STI, dois japoneses irados

  1. Emilio esse Wrx com o Cvt me seduz… Pena minha conta bancária me por na realidade de volta…. #chateada

  2. Minha nossa… que maravilha de esportivo, Emílio!
    Mas eu gostaria de saber a opinião do Emílio sobre qual ele mais desejaria: Este Subaru WRX STI ou o Focus RS???
    Um carro deste porte é um sonho que espero um dia ser realizado.
    Mais uma vez, excelente artigo, Emílio. Parabéns!

    1. Cara, taí uma escolha difícil!
      Mas, pra decidir, precisaria guiar o Focus RS primeiro…
      Quem sabe, um dia eu consiga guiar um. Aí, eu te conto.
      Por enquanto, fico com o STI. Abs.

      1. Isso aí, Emílio! Então já deixo o Focus RS como sugestão para uma futura avaliação (se possível).
        Abraço.

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