Selfie que mata

Provavelmente, o fotógrafo norte-americano Robert Cornelius que tirou a primeira selfie registrada no mundo, em 1839, não imaginava que a moda que acabara de lançar fosse causar tantos problemas nos dias de hoje. Uma recente campanha, feita pela Ford, alerta que, tirar uma selfie (foto com celular) ao volante, pode distrair o motorista por até 14 segundos e causar acidentes fatais. O estudo foi baseado em uma pesquisa feita em vários países europeus e constatou que o uso dos smartphones invadiu todos os lugares, inclusive os automóveis, onde o seu manuseio é perigoso. Na pesquisa, foram ouvidos 7 mil jovens, de 18 a 24 anos, e metade admitiu ter tirado fotos ao volante e, um em cada quatro, afirmou já ter feito selfies.

Mas, o risco não é só com esse tipo de ação. Nessa mesma pesquisa, constatou-se também que um em cada quatro motoristas admitiu usar as redes sociais ao dirigir, sendo a maioria do sexo masculino.

Para se ter uma ideia do perigo que isso representa, basta saber que em 20 segundos, tempo médio para uma verificação rápida nas mídias sociais, um carro a 100 km/h roda uma distância equivalente a cinco campos de futebol. Ou seja, mais de meio quilômetro onde o carro é dirigido sem que o motorista esteja prestando atenção.

Além dessas ações, outras que podem levar a distrações e são comuns entre os motoristas, são: mexer no som do automóvel, passar maquiagem, falar ao celular e digitar mensagens. Dos entrevistados, 95% concordaram que esse tipo de atividade envolve riscos, mas os acidentes de carro ainda são a causa número um de mortes de jovens.

Ah, só para você ficar sabendo: o termo #selfie apareceu pela primeira vez em 2004 no Flickr (rede social de compartilhamento de fotos). Em 2013, o termo foi parar no Dicionário Oxford, tornando-se parte integrante da língua inglesa e comum em todo o mundo. Os países com maior número de selfies tiradas são a Austrália, os Estados Unidos e o Canadá.

Selfie-Infográfico-

Fotos e infografia: divulgação Ford

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