Prius, híbrido novo na praça

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A Toyota já colocou à venda em nosso mercado o novo Prius híbrido, que funciona com um motor a gasolina e outro elétrico. O modelo, que agora está disponível em todas as concessionárias da marca, já vendeu mais de 5,7 milhões em todo o mundo. No Brasil, com a falta de incentivos fiscais, esse tipo de carro ainda derrapa no preço e, apesar da marca anunciar que está absorvendo uma parte do custo (em torno de 15 mil reais) para incentivar as vendas, ainda se pagam bons R$ 119.950 por ele. Só para ter uma ideia: no Japão, subsidiados por causa de suas características ecológicas, os híbridos já respondem por 40% das vendas naquele mercado. Aqui, não passam de 0,14%. Pelo menos o novo carro vem em versão única e bem equipado.

Inspirado no Toyota Mirai, que é movido a hidrogênio, o Prius 2016 é a quarta geração do modelo e tem nas linhas futuristas da carroceria, típicas do gosto japonês, uma assinatura que o diferencia da multidão. E chega até a ser extravagante, quando visto de traseira, por causa do formato da tampa que termina em um enorme aerofólio. Porém, tem a justificativa do design ter sido pensado para reduzir o máximo possível o arrasto aerodinâmico, diminuindo o consumo de combustível.  Essa preocupação chegou até as rodas em liga leve, que possuem calotas aerodinâmicas para ajudar nessa tarefa. Segundo a fábrica, o Cx passou de 0,25 para 0,24.

Montado sobre a nova plataforma TNGA da Toyota (que será usada no próximo Corolla), o novo Prius ficou maior, tanto por fora como por dentro, além de ter um centro de gravidade mais baixo por causa da bateria de níquel agora colocada na parte inferior do banco traseiro. O sistema de propulsão, chamado de Hybrid Synergy Drive, combina um motor 1.8 a gasolina de ciclo Atkinson, de 16 válvulas com 98 cavalos e 14,2 kgfm de torque, auxiliado por um elétrico de 72cv e 16,6 kgfm, o que permite uma potência combinada estimada de 123 cavalos. Entre as novidades, o motor a gasolina foi redesenhado, ficou mais leve, menor e teve uma redução dos atritos internos de 20% em relação ao 1.8 anterior. O câmbio é automático do tipo CVT, com infinitas relações de marchas.

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Malagrine
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O funcionamento do conjunto continua o mesmo. Em baixas velocidades, principalmente na cidade, com a bateria carregada, o motor elétrico impulsiona o carro. A recarga da bateria fica por conta da energia cinética gerada pelos freios, quando são acionados, e pelo motor a gasolina, que entra em funcionamento quando o nível de corrente está chegando a um nível baixo. Ao acelerar mais forte, o motor a combustão entra em ação para tracionar o carro auxiliado pelo motor elétrico. O Prius é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 11 segundos e, de acordo com o Inmetro, chega a fazer até 18,9 km/l em ciclo urbano e 17 km/l no rodoviário. Toda a operação de funcionamento do conjunto pode ser acompanhada no painel central.

Apesar da proposta ecológica, o Prius não esquece o conforto. Ar-condicionado de duas zonas, carregador de celular sem fio, destravamento das portas por aproximação, partida por botão, head-up display colorido, GPS e TV digital, são de série. O revestimento do volante e dos bancos é feito em material que imita couro e os dianteiros possuem aquecimento. Em segurança, oferece sete airbags (dois frontais, dois laterais, dois de cortina e um para os joelhos do motorista) e o importante controle eletrônico de estabilidade, sistema que não é disponível nem na versão topo do Corolla. Vem, ainda, com câmera de ré com sensores de estacionamento e luzes de neblina em LED.

O Prius tem uma garantia de três anos e um plano de manutenção que prevê seis revisões ao longo de seis anos. Segundo a Toyota, os preços estabelecidos nas revisões dos 10 mil aos 50 mil quilômetros são próximos aos da tabela do Corolla.

 

Fotos: divulgação Toyota

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