Ford Ranger toma liderança da Hilux no Brasil, mas terá produção reduzida

Ford Ranger toma liderança da Hilux no Brasil, mas terá produção reduzida

Ford diminuirá produção da Ranger na Argentina, logo após ela quebrar um domínio mensal ininterrupto de quase 5 anos da Toyota Hilux no Brasil

A Ford Ranger alcançou um marco inédito no mercado brasileiro em julho de 2026 ao assumir, pela primeira vez desde a chegada da atual geração, a liderança entre as picapes médias. O feito interrompe uma sequência que pertencia à Toyota Hilux desde agosto de 2021, consolidando a evolução da caminhonete da marca norte-americana no país.

Dados da Fenabrave mostram que a Ranger encerrou o último mês com 3.402 unidades emplacadas, contra 3.369 da Hilux. A diferença foi de apenas 33 exemplares, mas suficiente para colocar a Ford no topo de um segmento que, nos últimos cinco anos, teve a rival japonesa como líder absoluta mês após mês.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O resultado reforça a trajetória de crescimento da Ranger desde a renovação completa apresentada em 2023. A nova geração trouxe uma plataforma amplamente revisada, interior mais sofisticado, tecnologias inéditas para a linha e a opção do motor 3.0 V6 turbodiesel, mudanças que ampliaram a competitividade da picape frente às concorrentes. Desde então, a Ford também expandiu a gama de versões, passando a atender desde o uso profissional até perfis mais voltados ao conforto e ao desempenho, caso da esportiva Raptor.

Embora a liderança mensal represente um feito importante, a Hilux segue na primeira colocação no acumulado de 2026, evidenciando que a disputa entre as duas picapes ainda está longe de ser definida.

Produção será reduzida na Argentina: Brasil terá reflexos?

O bom momento comercial da Ranger, no entanto, contrasta com uma decisão tomada pela Ford para sua fábrica de General Pacheco, na Argentina. Segundo informações divulgadas pelo Autoblog Argentina, a montadora reduzirá o ritmo de produção da picape para adequar o volume fabricado ao atual nível de demanda observado na região.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Em comunicado ao veículo argentino, a Ford informou que a medida consiste em diminuir a velocidade da linha de montagem para alinhar a produção às condições atuais do mercado regional. A fabricante, porém, não detalhou por quanto tempo o ajuste será mantido nem qual será a redução efetiva no volume produzido.

Para o mercado brasileiro, porém, a mudança não deve trazer impactos. A fábrica de General Pacheco continuará abastecendo normalmente o Brasil e a redução servirá apenas para ajustar o ritmo da linha de montagem, a fim de adequar a oferta à demanda regional, sem qualquer indicação de interrupção nas exportações.

Este slideshow necessita de JavaScript.

A decisão não está relacionada a problemas específicos da Ranger. Pelo contrário, a picape continua entre os principais modelos tanto no Brasil quanto na Argentina, enquanto a própria fábrica de General Pacheco permanece entre as poucas operações do país vizinho que registram crescimento na produção em relação ao ano passado. O cenário é diferente do restante da indústria argentina, que enfrenta retração após o encerramento da fabricação de diversos modelos produzidos localmente e a crescente crise econômica no país.

Também não haverá mudanças nos investimentos já anunciados para a unidade. Os aportes destinados à ampliação da família Ranger seguem de pé, incluindo a futura versão híbrida plug-in (PHEV), já confirmada para o Brasil com motor flex.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Junio Paiva

Junio Paiva

Jornalista pela PUC Minas, Júnio atua desde 2017 na produção de conteúdo automotivo para redes sociais e sites especializados. Seu foco está na redação, cobertura de lançamentos e nos bastidores da indústria automotiva.