Cruze Sport6, o lado esportivo

Emilio Camanzi, de São Paulo, SP (*)

 

Depois da Chevrolet dar uma renovada em toda sua linha de produtos, só faltava o Cruze hatch para terminar o ano e ele já chegou. Estará nas concessionárias antes do fim do ano. Como na versão sedã, que foi apresentada em junho, essa segunda geração do hatch, do antigo, só manteve o nome Cruze Sport6. E para justifica-lo, a General Motors resolveu diferencia-lo do sedã, dando à versão vendida aqui, que também se enquadra no segmento dos médios, um apelo mais esportivo, para atingir aquele público que procura uma pegada mais jovial.

Logicamente, as linhas são as mesmas do sedã, com exceção da traseira cortada que caracteriza as versões hatch. Só que para dar um toque mais “pessoal” ao carro, os para-choques dianteiro e o traseiro, são inspirados nos da versão RS, vendida nos Estados Unidos. Aqui eles são exclusivos do modelo e dão um ar mais ousado, acompanhando o design da carroceria que traz a mesma proposta de estilo. O Novo Cruze Sport6 ganhou também rodas exclusivas de 17”, além de acerto da suspensão e da direção progressiva com assistência elétrica.

Apesar de ser 21,7 centímetros mais curto em relação ao sedã, tem 1 centímetro a mais na distância entre-eixos, permitindo que cinco adultos se acomodem bem. Aliás, um destaque é o ambiente disponível para os passageiros que vão no banco traseiro, que permite que cabeça e joelhos tenham um bom espaço livre dando uma boa sensação de conforto. Pena que, mesmo na versão mais cara, quem vai atrás não conta nem com saída para ar-condicionado, deixando o ambiente traseiro mais quente, nem com uma alça de apoio, o que incomoda se a estrada tiver muitas curvas já que não se tem onde segurar o corpo. Porém, o menor comprimento fez com que o porta-malas fosse prejudicado, caindo dos 402 litros do sedã, para 290 no Sport6, apenas um pouco mais do que se encontra, em média, em hatchs compactos.

As semelhanças entre sedã e Sport6 continuam no conjunto motopropulsor. O motor é o mesmo, o moderno 1.4 turbo com injeção direta de combustível, que entrega bons 153 cavalos de potência e 24,5 kgfm de torque, quando alimentado com etanol, e 150 cv e 24,0 kgfm com gasolina. Bem como o câmbio automático de seis marchas, que permite trocas manuais sequenciais. Pena que as mudanças manuais tenham que ser feitas na alavanca, como acontece no sedã. Essa versão merecia aletas atrás do volante. Ele também vem equipado de série com o sistema Start/Stop, que desliga temporariamente o motor durante paradas, permitindo diminuir o consumo de combustível.

Cruze Sport6 Int (45) (1835 x 1225)
Cruze Sport6 Int (24) (1649 x 1101)
Cruze Sport6 Int (31) (1840 x 1228)
Cruze Sport6 Int (28) (1840 x 1228)
Cruze Sport6 Int (33) (1840 x 1228)
Cruze Sport6 Int (52) (1840 x 1228)
Cruze Sport6 Int (26) (1784 x 1191)
Cruze Sport6 Int (6) (1840 x 1228)
Cruze Sport6 Int (9) (1840 x 1228)
Motor Ecotec (2) (1711 x 1143) (1283 x 857)

Para dar aquele toque de esportividade, a engenharia da General Motors colocou novos amortecedores, mais firmes, para diminuir as oscilações da carroceria em curvas, além de um eixo traseiro 10% mais rígido em relação ao do sedã. Para complementar, a direção elétrica progressiva recebeu uma calibragem específica para dar respostas mais rápidas.

O bom resultado das modificações pôde ser sentido em um trecho do test-drive, repleto de curvas de todos os tipos. A nova calibragem da direção permite sentir melhor o que acontece com as rodas em relação ao piso, aumentando a sensação de domínio do Cruze. Nas curvas, a suspensão diferenciada sempre apresentou, mesmo no limite, uma tendência neutra, passando segurança a quem dirige. O melhor é que apesar dessas diferenças, o conforto ao rodar, mesmo em pisos ruins, manteve-se em níveis bem aceitáveis.

A versão 2017 do Cruze traz ainda avanços na tecnologia OnStar. Além dos conhecidos serviços de emergência, segurança, proteção patrimonial, concierge e navegação, há uma nova versão do aplicativo, que permite ao usuário consultar um número maior de parâmetros do veículo pelo celular. Chamado de Diagnóstico Avançado, a função informa se há problemas no motor e transmissão, nos airbags, nos controles de tração e estabilidade, nos freios ABS, nas emissões de gases poluentes, no sistema OnStar e também na pressão dos pneus.

Por falar em OnStar, depois de quase um ano em que está sendo oferecido o serviço, a GM informou os preços da mensalidade para a continuidade do uso do sistema que, em toda a linha, tem a carência de 1 ano gratuito a partir da data de compra do veículo. O serviço é oferecido em três níveis, de acordo com a categoria do veículo. O SAFE é o mais simples, o Protect o intermediário e que pode ter um upgrade para o Exclusive, o mais sofisticado. Os valores são: R$ 50 para a versão SAFE, R$ 65 para a Protect e R$ 80 para a Exclusive. Apesar da GM justificar os valores pela quantidade de serviços que o sistema oferece, são um pouco aquém do esperado. Por isso, falta ver agora qual será o índice de adesão, para ver se são compatíveis com a realidade.

Como na versão sedã, o Novo Cruze Sport6 é disponível em duas configurações de acabamento: LT, de entrada e LTZ, mais sofisticada. São oito opções de cores: Branco Abalone, Vermelho Edible Berries, Cinza Satin Steel, Preto Ouro Negro, Branco Summit, Prata Switchblade e as inéditas Vermelho Glory e Azul Petróleo.

A LT tem o preço de R$ 89.990 e traz controle eletrônico de tração e estabilidade, freios ABS com EBD (distribuição da força de frenagem) e PBA (frenagem de emergência), direção elétrica progressiva, luz de condução diurna, controle de cruzeiro, abertura e fechamento dos vidros por controle remoto, tomada de 12V também para os ocupantes traseiros, revestimento dos bancos em couro, OnStar, airbags frontais e laterais, cintos de segurança de três pontos e sistema Isofix de fixação de cadeirinha infantil. O assistente de partida em rampas, o sistema de monitoramento da pressão dos pneus, a câmera de ré, o sensor de estacionamento traseiro, o sistema de áudio de alta definição e o multimídia MyLink com Android Auto e Apple CarPlay, também passam a ser equipamentos de série.

Já a versão topo de linha LTZ, de R$ 101.190, adiciona teto solar, airbags de cortina, faróis com regulagem de altura, luz de condução diurna em LED, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, sensor de chuva, sensor crepuscular, abertura das portas por sensor de aproximação na chave, partida por botão no painel, acionamento da ignição por controle remoto, retrovisores externos com rebatimento elétrico e aquecimento, retrovisor interno eletrocrômico, multimídia MyLink com tela de 8”, com GPS integrado e mapas 3D, acabamento da grade e das maçanetas externas em cromo e rodas com acabamento escurecido.

Tem disponível também uma “terceira versão”, a LTZ+ (R$ 110.990), que vem com um pacote tecnológico muito interessante, especialmente no quesito segurança: assistente de permanência na faixa; alerta de colisão frontal; alerta de ponto cego; sistema de estacionamento semiautomático; farol alto inteligente; monitoramento da distância do veículo da frente; carregador de celular sem fio (para aparelhos com essa tecnologia); e banco do motorista com ajustes elétricos.

Cruze Sport6 Externa (7) (1605 x 1071)
Cruze Sport6 Externa (9) (2341 x 1562)
Cruze Sport6 Externa (1) (1972 x 1316)
Cruze Sport6 Externa (6) (1575 x 1051)
Cruze Sport6 Externa (4) (2344 x 1564)
Cruze Sport6 Externa (11) (2278 x 1520)
Cruze Sport6 Externa (14) (1962 x 1310)

 

Ficha Tecnica

 

(*) O jornalista viajou a convite da General Motors

 

Fotos: divulgação General Motors

 

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3 comentários em “Cruze Sport6, o lado esportivo

  1. Tem razão Bernardo, mas nessa categoria de carro no Brasil a grande preferencia, quem dirigia, agora é pelo câmbio automático, dai a GM não trazer a opção manual, nem no sedã. Mudam os tempos, mudam também os conceitos…
    abraço

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