Antes da nacionalização: Geely EX2 fica mais caro e sofre com baixas importações

Antes da nacionalização: Geely EX2 fica mais caro e sofre com baixas importações

Em meio à transição para a fabricação local do EX2, Geely enfrenta queda nas vendas do hatch e reajusta seu preço; EX5 também é afetado

O Geely EX2 ficou mais caro no Brasil justamente às vésperas de iniciar sua produção nacional. O hatch elétrico teve alta de R$ 800 na versão Pro e de R$ 1.000 na Max, passando a custar R$ 124.600 e R$ 137.800, respectivamente. O reajuste ocorre em um momento em que a oferta de unidades importadas do modelo vem diminuindo, cenário que também coincidiu com uma forte queda nos seus emplacamentos.

Em setembro, o EX2 registrou 2.724 unidades, 53% menos que as 5.804 de agosto. Com isso, o modelo caiu da 11ª para a 35ª colocação no ranking geral de vendas. O resultado contrasta com o desempenho do líder entre os elétricos, BYD Dolphin Mini, que no último mês se consagrou como o primeiro EV a entrar no pódio nacional ao registrar 9.385 unidades comercializadas.

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A redução da oferta acontece pouco antes da mudança de operação da Geely no Brasil. O EX2 começará a ser produzido em dezembro no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), mesma fábrica onde o EX5 EM-i já começou a ser montado e de onde saem os modelos Renault. A fase de transição pode ajudar a entender a menor disponibilidade de unidades, o que pode ter colaborado com a queda nas vendas e o reajuste de preço.

Segundo informações do jornalista Jorge Moraes, da CNN Brasil, o EX2 nacional deverá receber uma bateria maior, de 47 kWh, contra os 39,4 kWh utilizados atualmente. A mudança poderá ampliar a autonomia do compacto, que hoje registra 289 km pelo Inmetro, além de diferenciá-lo da configuração importada. O motor traseiro de 116 cv e 15,3 kgfm deverá ser mantido.

EX5 também sobe antes da consolidação da produção local

O reajuste não ficou restrito ao EX2. O EX5 elétrico teve aumento de R$ 2 mil na versão Max, que passou de R$ 225.800 para R$ 227.800. A configuração utiliza motor de 218 cv e bateria de 60,2 kWh. Vale lembrar que o modelo, diferentemente da sua versão PHEV, não tem planos de ser nacionalizado.

Já o EX5 EM-i, versão híbrida plug-in que já é fabricada no Paraná, ficou R$ 1.500 mais caro em todas as configurações. A Pro passou a custar R$ 191.490, a Max foi para R$ 211.490 e a Ultra agora custa R$ 236.490. A oferta de equipamentos permanece inalterada.

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As condições de financiamento também foram revistas. No EX2, a modalidade com taxa zero passou a exigir entrada de 70% e pagamento do saldo em 12 parcelas, enquanto anteriormente era possível financiar o restante em 24 meses com 60% de entrada. Para o EX5 EM-i, as versões aparecem com taxa zero mediante 70% de entrada e 24 parcelas.

A mudança de estratégia ocorre enquanto a Geely consolida sua produção brasileira. O EX5 EM-i se tornou o primeiro veículo da marca fabricado nas Américas, e o EX2 será o segundo modelo nacionalizado pela operação Renault Geely do Brasil. Com a chegada da produção local, o hatch poderá ganhar alterações técnicas e comerciais que ainda devem definir a próxima fase do modelo no mercado brasileiro.


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Junio Paiva

Junio Paiva

Jornalista pela PUC Minas, Júnio atua desde 2017 na produção de conteúdo automotivo para redes sociais e sites especializados. Seu foco está na redação, cobertura de lançamentos e nos bastidores da indústria automotiva.