Renault Niagara é revelada com tração 4×4 contra a Fiat Toro; conheça

Aposta da Renault entre as picapes intermediárias, Niagara é apresentada mundialmente com base de Boreal e dois tipos de tração e câmbio

A Renault apresentou oficialmente a Niagara, nova picape intermediária que chega para disputar espaço com Fiat Toro, Ram Rampage e Ford Maverick. Produzida em Córdoba, na Argentina, a caminhonete será oferecida com tração dianteira ou 4×4 e terá opções de câmbio manual e automático de dupla embreagem.

Com 4,94 metros de comprimento, 1,72 m de altura e rodas de 17 ou 18 polegadas, a Niagara mantém praticamente intacta a identidade do conceito mostrado pela Renault em 2023. Visualmente, ela pode ser considerada uma espécie de Boreal anabolizado, repetindo a linguagem do SUV nas linhas de cintura, nos recortes dos faróis e nas maçanetas traseiras integradas às colunas.

A principal diferença está na dianteira, que ganha uma grade preta mais ampla e robusta, com o nome Renault escrito por extenso no centro. Na traseira, as lanternas seguem desenho muito próximo ao do Boreal, mas adaptado à carroceria de picape. A tampa da caçamba tem acionamento elétrico, mas abertura convencional, mantendo a Toro como a única entre as principais rivais com o sistema de abertura horizontal em duas partes, que também facilita a aproximação à área de carga.

A caçamba da Niagara comporta 938 litros e suporta até 654 kg. O espaço conta ainda com oito ganchos de ancoragem, revestimento interno de proteção, tomada de 12V e uma capa retrátil para proteger a carga. A capacidade máxima de reboque é de 710 kg.

Duas configurações diferentes de mecânica

Sob o capô está o 1.3 turbo de injeção direta, disponível para gasolina ou flex conforme o mercado. Na versão 4×2, entrega 156 cv, enquanto a 4×4 chega a 160 cv, sempre com 27,5 kgfm de torque. O motor pode ser combinado a um câmbio manual de seis marchas ou automático de seis velocidades com dupla embreagem úmida. Assim como no Boreal, na transmissão automática, o seletor eletrônico libera espaço no console central.

A tração integral é oferecida em versões específicas, ainda não detalhadas, e trabalha de forma variável, mantendo o torque nas rodas dianteiras em condições normais e enviando força ao eixo traseiro quando necessário. Há modos de condução como Eco, Comfort, Sport, Smart e Terrain, este último voltado para condições de menor aderência.

A Niagara também utiliza suspensão traseira multilink, assim como sua principal rival italiana, com conjunto específico de molas, amortecedores e geometria. A distância livre do solo chega a 233 mm na 4×4 e 223 mm na 4×2. Os ângulos de ataque e saída são de até 22,1º e 22,3º, respectivamente, conforme a configuração.

Equipamentos e segurança

Por dentro, a Niagara continua seguindo a receita do Boreal e tenta aproximar a experiência de uma picape à de um SUV. O painel reúne quadro de instrumentos digital de 10,2 polegadas e central multimídia de 10,1 polegadas com OpenR Link, Android Auto e Apple CarPlay. O sistema também terá Google integrado e Gemini, além de carregador de celular por indução.

Entre os recursos disponíveis estão iluminação ambiente com até 48 cores, bancos dianteiros com ajustes elétricos, banco traseiro reclinável em 25 graus e um compartimento de 36 litros atrás da segunda fileira.

Na segurança, a lista inclui controle de velocidade adaptativo com Stop & Go, alerta e assistente de permanência em faixa, reconhecimento de placas, monitoramento de fadiga, frenagem autônoma de emergência e alerta de ponto cego. Também há alerta de tráfego cruzado traseiro, frenagem automática em marcha a ré e alerta de saída segura dos ocupantes.

Para as manobras, a Niagara poderá contar com sensores dianteiros e traseiros, câmera de ré, assistente de estacionamento lateral, estacionamento automático e câmera panorâmica de 360 graus, recurso ainda pouco comum entre as picapes dessa categoria.

A Niagara foi desenvolvida na América Latina, com participação dos centros de design e engenharia da Renault no Brasil e na Argentina, e será produzida na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba. Antes da estreia, os protótipos acumularam cerca de 800 mil quilômetros de testes em diferentes condições de uso.

A Renault ainda não divulgou o preço da Niagara para o mercado brasileiro. A picape terá a Toro como principal referência na categoria, mas também encontrará Rampage, Maverick, Montana e, em breve, Volkswagen Tukan e BYD Mako, que seguirão a mesma fórmula de picape monobloco derivada de uma arquitetura de SUV. As vendas da Niagara na América Latina começam ainda em 2026.

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