Fabricada na Argentina, Renault Niagara será feita na base do Boreal e já exibe traseira com elementos do SUV em site oficial
A Renault confirmou oficialmente a estreia mundial da inédita Niagara para o dia 10 de setembro. Produzida em Córdoba, na Argentina, a picape será a nova aposta da marca no segmento de caminhonetes intermediárias monobloco após a Oroch nunca conseguir ameaçar o protagonismo da Fiat Toro
A categoria conta ainda com representantes como Ram Rampage e Ford Maverick, além de Chevrolet Montana e a Fiat Strada, esta menor que as demais. Em breve, o segmento ainda ganhará outra concorrente de peso com a chegada da Volkswagen Tukan, que seguirá a mesma proposta de construção monobloco e foco em uso urbano aliado à versatilidade de uma caçamba.
Embora a Renault ainda tenha revelado poucos detalhes técnicos de maneira oficial, a marca já deixou claro que a Niagara terá mais de cinco metros de comprimento, entrando diretamente na faixa ocupada pelas principais rivais e sendo maior que a Toro. O entre-eixos deve ficar próximo dos 3 metros, aproveitando praticamente o limite estrutural da plataforma RGMP, arquitetura modular que também serve de base para o Boreal.
Aliás, a relação entre os dois modelos será bastante próxima. A Niagara aproveitará vários elementos do SUV, tanto em tecnologia quanto em design e conjunto mecânico. Os flagras dos protótipos já anteciparam que a dianteira terá forte inspiração no Boreal, com faróis estreitos e bem recortados, iluminação diurna em LED posicionada separadamente no para-choque e grande tomada de ar inferior com acabamento contrastante. O capô alto e curvado também reforçará a aparência robusta da picape.
Apesar da semelhança visual, a Niagara terá personalidade própria. A proposta será mais agressiva que a do SUV, com grade dianteira trazendo a inscrição “Renault” em destaque no lugar do tradicional losango central. O desenho final permanecerá bastante fiel ao conceito apresentado pela marca em 2023.
Na lateral, um dos principais diferenciais será a adoção das maçanetas traseiras embutidas nas colunas, solução já aplicada no Boreal e ainda rara no segmento de picapes intermediárias. As caixas de roda pronunciadas e a linha de teto inclinada em direção à caçamba seguirão a receita típica das caminhonetes monobloco, reforçando o perfil mais esportivo e urbano.
A própria Renault também já exibiu oficialmente parte da traseira da Niagara. O teaser divulgado pela fabricante revelou lanternas horizontais com assinatura visual agressiva e recortes marcantes, além do nome da picape estampado em baixo relevo na tampa da caçamba. O conjunto lembra diretamente o estilo adotado pelo Boreal, evidenciando o compartilhamento de identidade visual entre os modelos.
No conjunto mecânico, a expectativa é de que as versões iniciais utilizem o motor 1.3 TCe flex já conhecido em outros produtos da Renault. O propulsor deverá entregar 163 cv e 27,5 kgfm de torque, trabalhando em conjunto com o câmbio automatizado de dupla embreagem inaugurado no Brasil pelo Kardian. O portfólio contará inicialmente com opções de tração dianteira e também versões 4×4.
A eletrificação também faz parte dos planos para a Niagara. Uma configuração híbrida deverá chegar posteriormente, inclusive com possibilidade de tração integral eletrificada. A Renault ainda avalia qual solução utilizará na região, podendo optar por um sistema híbrido convencional ou um conjunto híbrido leve de 48V com auxílio elétrico no eixo traseiro. De qualquer forma, a plataforma RGMP já nasceu preparada para receber esse tipo de tecnologia.
Com estreia marcada para setembro e início das vendas previstos para 2026 na América Latina, a Niagara será peça central da ofensiva da Renault em um dos segmentos mais disputados e estratégicos do mercado regional.