Nissan encerra operação própria na Argentina e seguirá apenas como importadora

Nissan oficializa venda de sua representação no país vizinho para grupos locais, em modelo semelhante ao utilizado pela Kia no Brasil

A Nissan confirmou a transferência de sua operação na Argentina para dois grupos locais, encerrando sua atuação direta no país vizinho. Pelo acordo anunciado pela fabricante japonesa, o Grupo Simpa ficará com 80% da representação comercial, enquanto o Grupo Tagle terá os 20% restantes. A conclusão da transição está prevista para o fim de 2026, quando os parceiros assumirão a importação e distribuição de veículos, peças e acessórios, além do atendimento à rede de concessionárias e dos serviços de pós-venda.

Com a mudança, a Nissan deixará de administrar diretamente suas atividades comerciais na Argentina, mas continuará vendendo veículos e prestando assistência aos clientes. O formato se aproxima do utilizado pela Kia no Brasil, onde a operação da marca sul-coreana é conduzida pelo Grupo Gandini, responsável pela importação e distribuição dos modelos no mercado nacional.

Fim da produção da Frontier abriu caminho para a mudança

A decisão ocorre um ano após o encerramento da produção da Frontier na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, em outubro de 2025. Iniciada em 2018, a fabricação da picape média abastecia mercados sul-americanos, incluindo o Brasil, mas foi interrompida em meio à reorganização global da Nissan. Desde então, a marca passou a concentrar a produção regional da atual Frontier no México, onde está prestes a ganhar um facelift.

No Brasil, as últimas unidades remanescentes de origem argentina foram vendidas em setembro deste ano. Apesar de o caminho da Frontier mexicana parecer o mais certo para o Brasil, os planos da Nissan não parecem seguir esta linha. Ao ínves disso, a marca prepara a chegada de uma variante híbrida plug-in da picape de origem chinesa, criada a partir de uma joint-venture com a Dongfeng. A fábrica argentina de Córdoba, por sua vez, passou a ter seu futuro industrial ligado à Renault, onde já produz a picape intermediária Niagara.

A mudança de atuação da Nissan na Argentina, porém, não altera o modelo de operação da marca no Brasil. Por aqui, a Nissan continuará atuando diretamente com a matriz japoensa, mantendo a produção nacional dos SUVs Kicks e Kait, ambos fabricados em Resende (RJ). Os dois modelos também seguirão sendo exportados para a Argentina, agora dentro da nova estrutura comercial administrada pelos grupos Simpa e Tagle.

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