Ferrari Amalfi chega ao Brasil como opção “mais barata” da marca
Com câmbio de F1 e V8 de 640 cv, Amalfi é o mais novo modelo de entrada da Ferrari que desembarca no Brasil por nada módicos R$ 3,7 milhões
A Ferrari ampliou sua gama no Brasil com a chegada da Amalfi, cupê que assume o posto de modelo “mais acessível” da fabricante italiana no país ao substituir a Roma. E, como sempre acontece quando o assunto envolve Maranello, o termo “barato” precisa ser relativizado: o esportivo desembarca oficialmente por cerca de R$ 3,7 milhões, valor que pode ultrapassar os R$ 4,3 milhões, dependendo da configuração escolhida pelo cliente e do nível de personalização aplicado ao carro.
As primeiras unidades, porém, ainda devem demorar um pouco para aparecer nas ruas brasileiras, já que as entregas iniciais estão previstas apenas para o segundo semestre de 2026.
Este slideshow necessita de JavaScript.
Batizada em homenagem à famosa região costeira italiana de Amalfi, a novidade segue a fórmula clássica dos grand tourers da Ferrari com motor V8 dianteiro, mas evolui praticamente todos os aspectos da antiga Roma. Em um momento em que superesportivos híbridos se tornam cada vez mais comuns, a Amalfi mantém uma proposta mais tradicional e visceral, sem qualquer nível de eletrificação, algo que deve agradar aos puristas da marca.
Coração aprimorado e câmbio das pistas
Debaixo do capô está o conhecido motor 3.9 V8 biturbo a gasolina, agora recalibrado para entregar 640 cv de potência a 7.500 rpm e 77,5 kgfm de torque a 5.750 rpm. O ganho foi de 20 cv em relação à Roma e veio graças a mudanças como um novo virabrequim mais leve, revisão completa no sistema de escape e turbocompressores capazes de operar em rotações mais elevadas. O resultado é um desempenho brutal mesmo para os padrões da Ferrari. Com controle de largada ativado, a Amalfi acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,3 segundos e alcança os 200 km/h em cerca de 9 segundos, antes de atingir a velocidade máxima de 320 km/h.
Toda a força é enviada para as rodas traseiras por meio de um câmbio automatizado de dupla embreagem com oito marchas derivado da tecnologia utilizada pela Ferrari na Fórmula 1. A marca italiana promoveu ajustes eletrônicos na transmissão para tornar as trocas ainda mais rápidas e agressivas, dependendo do modo de condução selecionado, entre as opções Comfort, Pista Molhada, Sport e Corrida.
Este slideshow necessita de JavaScript.
Outro destaque é o sistema Side Slip Control, que administra as derrapagens da traseira de maneira eletrônica para permitir saídas de curva mais agressivas sem perder totalmente o controle do carro. Para quem quiser uma experiência ainda mais divertida, é possível desligar completamente os assistentes eletrônicos. A Amalfi também estreia um sistema de freios by-wire, abandonando parte da tradicional conexão hidráulica em favor de atuadores eletrônicos que prometem respostas mais rápidas e precisas.
Design clássico lapidado
Visualmente, a nova Ferrari bebe claramente da fonte da 12Cilindri, principalmente no conjunto frontal mais limpo e horizontalizado. A carroceria traz soluções aerodinâmicas ativas, incluindo um aerofólio traseiro com três posições capazes de gerar até 110 kg de downforce em altas velocidades. Mesmo com toda a sofisticação estrutural, o cupê pesa apenas 1.470 kg graças ao uso intensivo de materiais leves.
Nas dimensões, a Amalfi mede 4,66 metros de comprimento, 1,97 m de largura, 1,30 m de altura e possui entre-eixos de 2,67 m. Apesar do porte relativamente grande para um esportivo de duas portas, o foco claramente segue sendo desempenho. O porta-malas acomoda apenas 273 litros, enquanto o banco traseiro homologado para dois passageiros funciona praticamente como espaço emergencial, já que o acesso ocorre pelo rebatimento elétrico dos bancos dianteiros e o espaço disponível atrás é bastante limitado.
Este slideshow necessita de JavaScript.
A cabine mistura esportividade com luxo em um nível típico da Ferrari. Há ampla aplicação de fibra de carbono, acabamento em Alcantara e telas digitais espalhadas pelo painel. Diferente da tendência recente de interfaces totalmente sensíveis ao toque, a marca voltou a utilizar alguns comandos físicos no volante e no console. O passageiro dianteiro ainda pode contar com uma tela exclusiva para acompanhar informações como conta-giros e velocidade em tempo real.
A lista de opcionais é extensa e cara. Entre os principais itens extras estão controle de cruzeiro adaptativo com radar, bancos ventilados, portas com fechamento por sucção, faróis Matrix LED, escapamento de titânio, pinças de freio de alumínio, acabamento interno ampliado em Alcantara e diversos componentes externos em fibra de carbono, incluindo para-choques, retrovisores, soleiras e difusor traseiro. Há ainda pneus esportivos da Pirelli e um display adicional para o passageiro. Dependendo da combinação escolhida, o preço facilmente ultrapassa os R$ 4 milhões sem considerar os programas de personalização ainda mais exclusivos da Ferrari.
Mesmo sendo posicionada como o novo “modelo de entrada” da fabricante italiana, a Amalfi deixa claro que continua muito distante de qualquer ideia convencional de acessibilidade. Ainda assim, a novidade representa uma Ferrari relativamente mais “palpável” dentro do universo da marca, mantendo o V8 biturbo sem auxílio elétrico como protagonista.
