Para se distanciar do recém-lançado Sonic, Chevrolet Tracker ganha novos itens desde a versão de entrada e aprimora recursos de segurança
A Chevrolet lançou o Tracker 2027 no mercado, concentrando as principais mudanças em segurança e tecnologia embarcada. O modelo passa a oferecer novos sistemas de assistência à condução desde versões intermediárias, amplia os serviços conectados e ganha ajustes que reforçam sua posição dentro da gama da marca, especialmente agora com a chegada do novo Sonic ao mercado brasileiro.
Com preços entre R$ 119.990 e R$ 178.990, o Tracker 2027 aprimora seu posicionamento como uma opção mais sofisticada frente ao modelo recém-lançado para se destacar. Com 4,30 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,62 m de altura e 2,57 m de entre-eixos, ele supera o Sonic em todas as dimensões, já que o modelo menor tem 4,23 m de comprimento, 1,77 m de largura, 1,53 m de altura e 2,56 m de entre-eixos. Na prática, o Tracker entrega uma cabine mais ampla, posição de dirigir mais elevada e maior sensação de robustez.
As novidades mais relevantes da linha 2027 aparecem no pacote de segurança ativa. O SUV passa a incorporar uma nova geração do Chevrolet Intelligent Driving, sistema que reúne assistências eletrônicas capazes de atuar preventivamente em situações de risco. A partir da versão LT, o Tracker agora oferece alerta de colisão frontal com reconhecimento de pedestres e ciclistas, frenagem automática de emergência em baixa velocidade e sistema auxiliar de permanência em faixa.
Para viabilizar os novos recursos, o modelo ganhou uma câmera frontal de maior resolução instalada no para-brisa, com capacidade de ampliar em cerca de 40% a área de leitura ao redor do veículo. Segundo a Chevrolet, o sistema também ficou mais eficiente na identificação de diferentes tipos de pavimento e nas correções de trajetória em situações de distração do motorista.
A Chevrolet também trouxe de volta o sistema Stop/Start desde a versão de entrada. O recurso desliga automaticamente o motor em paradas rápidas no trânsito urbano e religa de forma automática ao tirar o pé do freio. Nas configurações mais caras, o Tracker ainda mantém equipamentos adicionais de segurança, como alerta de ponto cego e monitoramento da pressão dos pneus, mas segue sem piloto automático adaptativo.
Outra mudança importante envolve a conectividade. Toda a linha Tracker 2027 passa a oferecer oito anos de acesso gratuito ao plano OnStar Basics, que inclui funções remotas pelo aplicativo myChevrolet, como localização do veículo, travamento e destravamento das portas à distância e diagnóstico remoto. Nas versões superiores, o sistema ainda permite acionamento remoto do motor para pré-climatização da cabine. Além disso, os compradores recebem período de degustação do plano Protect, que adiciona serviços de emergência, acompanhamento seguro e resposta automática em caso de acidentes, além do Wi-Fi nativo.
Visual e mecânica inalterados no Chevrolet Tracker 2027
Visualmente, o modelo manteve o que conhecemos desde sua reestilização de meia-vida. A principal novidade externa é a introdução da nova tonalidade Cinza Âmbar, substituindo o antigo Cinza Rush. O restante do desenho permanece sem mudanças em relação à reestilização recente do SUV.
A gama continua dividida em cinco versões. A configuração de entrada Turbo AT, tabelada em R$ 119.990, segue equipada com motor 1.0 turbo flex de 115 cv e até 18,9 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio automático de seis marchas. Ela já traz seis airbags, faróis em LED, sensor de estacionamento traseiro, câmera de ré, central multimídia MyLink de 8 polegadas com espelhamento sem fio, chave presencial, controle de cruzeiro, rodas aro 17 com calotas e agora passa a contar também com o sistema Stop/Start.
Na versão LT, vendida por R$ 145.490, além do painel digital de 8 polegadas e da nova multimídia de 11 polegadas, há câmera de ré digital de alta resolução, rack de teto, console central com apoio de braço e cobertura do porta-malas. É justamente nessa configuração que estreiam os novos assistentes de condução, incluindo frenagem automática de emergência, alerta frontal com reconhecimento de pedestres e ciclistas e o assistente de permanência em faixa.
Acima dela aparece a LTZ, por R$ 160.790, ainda equipada com o motor 1.0 turbo. O acabamento fica mais refinado e o SUV passa a oferecer rodas de liga leve de 17 polegadas, ar-condicionado digital, bancos com revestimento premium, lanternas em LED, monitoramento da pressão dos pneus e alerta de ponto cego. Os novos recursos de segurança também fazem parte do pacote.
As versões Premier e RS utilizam o motor 1.2 turbo flex de 141 cv e até 22,9 kgfm de torque. Na Premier, vendida por R$ 177.990, o foco está no conforto e na sofisticação, com teto solar panorâmico, sistema de estacionamento automático Easy Park, sensores dianteiros, laterais e traseiros, carregador de celular por indução, acabamento interno bicolor e porta-malas com ajuste variável de espaço.
Já o Tracker RS, tabelado em R$ 178.990, aposta em uma proposta visual mais esportiva. A configuração recebe detalhes escurecidos, rodas exclusivas, grade frontal estilo colmeia, rack de teto preto, emblemas escurecidos e cabine com acabamento totalmente preto. Assim como a Premier, também incorpora os novos assistentes de condução e os recursos ampliados de segurança da linha 2027.
O aguardado sistema híbrido leve (MHEV) da Chevrolet ficou para um outro momento. A tecnologia, já cogitada para estrear no Tracker, utiliza um conjunto elétrico de 48 volts para auxiliar o motor a combustão em situações como arrancadas e retomadas, reduzindo consumo e emissões, embora não seja capaz de mover o carro exclusivamente em modo elétrico. Por enquanto, o SUV segue apostando nos motores turbo convencionais, enquanto a eletrificação parcial deve aparecer futuramente como um próximo passo na evolução do modelo.