Resgatando o nome de um hatch importado, Chevrolet Sonic virá SUV do Onix e chega em duas versões para competir na faixa inicial do segmento
A Chevrolet oficializou o lançamento do novo Sonic no Brasil. O SUV compacto chega em duas versões, Premier e RS, com preços promocionais de R$ 129.990 e R$ 135.990, respectivamente. Produzido em Gravataí (RS), o modelo estreia usando o conhecido motor 1.0 turbo flex de 115 cv aliado ao câmbio automático de seis marchas, ocupando um espaço intermediário entre o futuro Onix Activ e o Tracker na linha da marca.
O nome Sonic volta ao mercado brasileiro mais de uma década após ter sido usado em um hatch e sedã importados vendidos pela Chevrolet entre 2012 e 2014. Agora, porém, ele retorna em uma proposta completamente diferente. O novo modelo deixa de lado a ideia de compacto tradicional para assumir o papel de SUV cupê derivado do Onix, seguindo a mesma lógica adotada por Fiat Fastback e Volkswagen Nivus em relação aos seus respectivos hatches de origem.
No design, o Sonic tem uma dianteira que mantém proporções familiares, embora reinterpretadas com uma nova linguagem inspirada no Equinox EV e em SUVs maiores da Chevrolet. O conjunto frontal traz iluminação bipartida, luzes diurnas em LED posicionadas na parte superior e faróis principais mais abaixo, além de grade dividida horizontalmente e para-choque com acabamento mais elaborado.
Na lateral, o parentesco com o Onix é mais evidente, principalmente na área dianteira e na linha das portas. As mudanças ficam mais claras após a coluna C, onde o Sonic ganha uma traseira mais longa e inclinada para criar o efeito visual de SUV cupê. O resultado é um carro com aparência mais robusta, maior sensação de porte e porta-malas significativamente ampliado.
As dimensões ajudam a reforçar essa evolução. O Sonic mede 4,23 metros de comprimento, 1,77 m de largura e 1,53 m de altura, ficando acima dos 4,16 m, 1,73 m e 1,48 m do hatch. O entre-eixos segue nos 2,56 m, mas o balanço traseiro maior permitiu elevar a capacidade do porta-malas para 392 litros, avanço importante sobre os 291 litros do modelo do qual deriva.
Por dentro, o SUV mostra ainda mais seu parentesco direto com o Onix. O desenho geral do painel é o mesmo, mas a Chevrolet trabalhou em elevar a percepção de acabamento com materiais mais macios ao toque, novos revestimentos e detalhes inspirados em modelos maiores da marca. O destaque segue sendo o chamado Virtual Cockpit System, que reúne quadro de instrumentos digital de 8 polegadas e central multimídia de 11 polegadas levemente voltada ao motorista.
Os bancos utilizam espuma adicional herdada do Tracker e há diferenças claras entre as versões. A Premier aposta em uma combinação interna mais clara e sofisticada, enquanto a RS segue uma proposta mais esportiva, com acabamento escurecido, detalhes vermelhos e cintos na mesma tonalidade.
Motorização turbo conhecida
O Sonic utiliza o motor 1.0 turbo flex de injeção direta já conhecido da Chevrolet, com calibração feita especificamente para ele, segundo a marca. Ainda assim, são os mesmos 115 cv e até 18,9 kgfm de torque do Tracker, sempre combinados ao câmbio automático de seis marchas. De acordo com a fabricante, o conjunto foi ajustado considerando peso, aerodinâmica e proposta do modelo. A novidade mantém a correia banhada a óleo e os freios traseiros a tambor já conhecidos do hatch no qual é baseado.
Na prática, o SUV compacto acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 10 segundos e pode atingir consumo de até 14,8 km/l com gasolina em uso rodoviário, além de 10,4 km/l com etanol.
A marca também promoveu alterações estruturais em relação ao Onix. O Sonic recebeu reforços na carroceria, suspensão recalibrada, direção elétrica progressiva com nova relação e amortecedores específicos do tipo Multi-Tunable Valve. O vão livre de 20 cm promete ajudar na proposta urbana e melhora a capacidade de enfrentar lombadas, valetas e rampas sem dificuldade.
Equipamentos aprimorados
O Sonic estreia uma nova geração do Chevrolet Intelligent Driving, conjunto de assistentes de condução da marca. O sistema utiliza câmera frontal de alta definição com área de cobertura cerca de 40% maior que a anterior, permitindo ampliar o funcionamento dos recursos de assistência.
Entre os principais itens estão frenagem automática de emergência, assistente ativo de permanência em faixa, alerta de ponto cego, seis airbags, controles de estabilidade e tração e monitoramento mais avançado do ambiente ao redor do veículo. A versão RS ainda adiciona farol alto automático e sistema Easy Park, que assume o controle da direção durante manobras de estacionamento.
O pacote de equipamentos inclui ainda ar-condicionado digital automático, chave presencial, partida por botão, carregador de celular por indução, Wi-Fi nativo, projeção sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, atualizações remotas de software e serviços OnStar com comandos à distância pelo aplicativo myChevrolet.
Além disso, a Chevrolet também aposta forte em personalização. O Sonic estreia mais de 70 acessórios originais, incluindo iluminação ambiente em LED, projeção de boas-vindas nas portas, gravata iluminada na dianteira, sistema de som premium e itens visuais para reforçar tanto a proposta sofisticada quanto a esportiva.
Com esse posicionamento de preço, entre R$ 130 mil e R$ 136 mil, o Sonic entra em uma faixa onde deve enfrentar principalmente Volkswagen Tera (R$ 107.190 a R$ 146.190) e Fiat Pulse (R$ 115.990 a R$ 162.490) nas versões mais caras, embora também flerte com modelos maiores como Volkswagen Nivus (R$ 119.990 a R$ 189.690) e Fiat Fastback (R$ 119.990 a R$ 183.990).