BYD Dolphin reestilizado é registrado no Brasil e pode chegar em 2026
Dolphin precisa se preparar para guerrear com o Geely EX2, seu maior concorrente na China que estreia neste mês por aqui
A BYD parece estar preparando uma novidade e tanto para o seu segundo carro de maior sucesso em solo nacional. O Dolphin, primeiro elétrico da marca que fez barulho por aqui, acaba de ter as patentes da sua primeira reestilização registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A mudança visa manter o hatch competitivo, com design mais alinhado aos novos produtos da montadora e mais equipamentos.
Apresentado na China no primeiro trimestre do ano, o facelift do Dolphin trouxe uma nova dianteira, com faróis maiores que abandonam o visual não tão convencional do modelo atual. O para-choque também foi redesenhado. Na parte traseira, as mudanças são mais discretas: a inscrição “Build Your Dreams” nas lanternas interligadas foi retirada e deu lugar à sigla “BYD”, enquanto as lanternas ganharam apenas novos vincos. O hatch agora pode ser equipado com rodas de 16 ou 17 polegadas. As medidas não foram alteradas em comparação com o Dolphin que já conhecemos.
Por dentro, há novas telas com um cluster de 8,8 polegadas e multimídia de 12,8″, sem função giratória, mas com conectividade 5G. O console central agora abriga um compartimento que pode ser resfriado, funcionando como um cooler, ou aquecido. Outra mudança está nos comandos do câmbio, que saem do painel para a coluna de direção.
Em segurança também houve novidades, com um pacote ADAS mais completo. Na China, além dos motores elétricos já conhecidos de 95 cv e 204 cv, o modelo passou a oferecer uma opção com 177 cv e 29,5 kgfm, como no Yuan Pro. A bateria do tipo Blade também aumentou de 44,9 kWh para 45,1 kWh nas duas primeiras versões, enquanto a mais potente permaneceu sem alterações. No ciclo chinês (CLTC), o novo Dolphin tem autonomia total de 410 km, 420 km e 520 km, respectivamente.
Ainda não se sabe qual será a escolha da BYD para a renovação do Dolphin por aqui, já que a marca não oficializou a chegada do modelo reestilizado. O registro no INPI não garante o lançamento em solo nacional, mas é um forte indício de que a atualização está de malas prontas para chegar e manter a marca alinhada à sua terra natal. Reforça essa teoria o fato de que, ainda em novembro, a Geely lançará por aqui o EX2, hatch que em agosto conseguiu desbancar não somente o seu rival BYD Dolphin, como também todos os carros a combustão vendidos na China.
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