VW Tiguan elétrico: sucessor do ID.4 usará nome de peso na Europa

Novo ID. Tiguan será a variante elétrica do SUV médio de sucesso da marca, que vai substituir o ID.4 recém confirmado no Brasil

O Volkswagen ID.4 ainda nem chegou às concessionárias brasileiras para iniciar sua trajetória como primeiro elétrico da marca vendido oficialmente no país, mas seu futuro na Europa já está definido. A Volkswagen confirmou que o SUV será substituído pelo novo ID. Tiguan, que adotará o nome do tradicional utilitário esportivo da marca e passará a representar sua alternativa 100% elétrica. A estreia está prevista para o início de outubro, com chegada às lojas em 2027.

No Brasil, o ID.4 será lançado em outubro por R$ 299.990, exatamente o mesmo valor do novo Tiguan R-Line com motor 2.0 turbo de 272 cv, criando uma disputa dentro da própria Volkswagen entre duas propostas de SUV. Já na Europa, a estratégia será aproximar de vez os dois segmentos. O nome Tiguan passará a identificar tanto a opção eletrificada quanto as versões com motores convencionais e híbridos, que continuarão em produção e conviverão com a novidade.

Um Tiguan elétrico, mas com projeto próprio

Apesar de carregar o mesmo nome, o ID. Tiguan não será simplesmente uma versão elétrica do atual Tiguan. O modelo terá identidade visual própria e será construído sobre a plataforma MEB, dedicada aos veículos elétricos do Grupo Volkswagen, em vez da MQB Evo. A marca já revelou protótipos em testes com camuflagem leve, suficiente para antecipar parte das formas definitivas da carroceria.

As imagens mostram um SUV com superfícies mais limpas e proporções próximas às adotadas pela família ID, mas com uma presença visual mais robusta. A dianteira abandona a tradicional grade dos modelos a combustão e concentra a identidade em elementos de iluminação, enquanto a carroceria mantém uma silhueta típica de SUV. A proposta também indica um aproveitamento interno elevado, característica associada à arquitetura elétrica, que deverá manter o modelo próximo do porte do Tiguan convencional.

Ainda não foram divulgados todos os números técnicos do ID. Tiguan, mas a arquitetura MEB permite posicionar o conjunto de baterias no assoalho e os motores elétricos nos eixos, liberando espaço na cabine. A expectativa é de uma configuração mais moderna do que a atual geração do ID.4, que no Brasil utiliza bateria de 84 kWh, 286 cv e autonomia de 389 km pelo Inmetro. O novo SUV também deverá incorporar a evolução dos sistemas elétricos e eletrônicos da Volkswagen, mas potência, capacidade da bateria, autonomia e versões ainda serão reveladas.

Em comparação com o Tiguan brasileiro, que mede 4,69 metros de comprimento e tem 2,79 metros de entre-eixos, o novo modelo deverá manter dimensões próximas de um SUV médio, mas com maior liberdade para aproveitar o espaço interno. O ID.4 atual tem 4,58 metros de comprimento e 2,77 metros de entre-eixos, servindo como referência mais próxima para entender o posicionamento do futuro SUV.

Dois Tiguan na mesma família

A chegada do ID. Tiguan não significa o fim do Tiguan convencional. A Volkswagen pretende manter os dois modelos simultaneamente na Europa, com o SUV tradicional oferecendo diferentes alternativas de motorização, incluindo opções a combustão e híbridas plug-in, enquanto o ID. Tiguan ocupará o espaço destinado aos clientes que optarem por um veículo exclusivamente elétrico.

 

A estratégia aproxima a nomenclatura dos elétricos dos nomes mais conhecidos da Volkswagen. O ID. Tiguan seguirá o caminho de modelos como ID. Polo e ID. Cross, levando uma denominação já consolidada para a gama de veículos movidos a bateria.

A mudança também marca o fim do ciclo do ID.4 como principal SUV elétrico da marca na Europa, justamente no momento em que o modelo começa uma nova fase no Brasil. Por aqui, o SUV ainda será o responsável por inaugurar a venda de elétricos da Volkswagen e chegará às lojas pelo mesmo preço do Tiguan a combustão.

Postagem Relacionada