Testamos o Grande Panda, próximo Fiat nacional que chega em 2026

A convite da Fiat, viajamos até a Itália para conhecer de perto o hatch que vai substituir o Argo e quer conquistar a liderança do mercado

Em comemoração aos seus 50 anos de história no Brasil, que acontece em 2026, a Fiat prometeu a renovação completa do seu portfólio nacional até o fim da década, com um lançamento anual inédito até lá. O primeiro deles nós já pudemos conhecer de perto, com direito a teste na icônica pista de Balocco, nas proximidades de Torino. Aqui estamos falando do Grande Panda, modelo que será base forte para o novo hatch que sairá das linhas de montagem de Betim (MG). Ainda sem nome definido, o modelo pode resgatar o mitológico Uno ou até mesmo manter o batismo atual de Argo.

728x90

Confira o teste completo do Grande Panda com Camila Camanzi

Desenvolvido sobre a plataforma Smart Car/CMP da Stellantis, já utilizada por modelos como Citroën Basalt, C3 e Aircross no Brasil, o Grande Panda italiano tem versões totalmente elétricas de 113 cv e 320 km de autonomia e híbridas com sistema de 48V ligado ao motor 1.2 turbo, com 110 cv. Por aqui, a novidade pode chegar com motor 1.0 Firefly aspirado de até 77 cv ou 1.3 Firefly aspirado de até 107 cv nas versões de entrada, enquanto o conjunto híbrido leve já conhecido do Fiat Pulse, que une o motor 1.0 turbo de até 130 cv a um gerador elétrico de 12V, deve marcar presença nas opções de topo.

Apesar de ser derivado do Citroën C3, tendo inclusive os mesmos 2,54 m de entre-eixos do francês, o Fiat Grande Panda exala uma identidade própria no design. Com linhas quadradas que remetem diretamente à primeira geração do hatch, que foi um fenômeno de vendas no velho continente entre 1980 e o começo dos anos 2000, o seu estilo “retrô-moderno” se destaca de longe. O conceito de design, que leva as formas geométricas retilíneas até os faróis e lanternas através dos LEDs, já foi inserido de forma mais leve em Fiat nacionais como a picape Toro, Cronos e o próprio Argo que o Panda irá suceder.

Com 3,99 m de comprimento, o compacto tem uma pegada visual que remete o fora de estrada ao adotar caixas de rodas marcantes e rack de teto funcional. Com posição de dirigir elevada, o Grande Panda tem porta-malas de 350 litros e interior conectado, contando com freio de estacionamento eletrônico, ar-condicionado digital dual zone e carregador por indução, além de quadro de instrumentos digital e central multimídia de 10,25″. Na Itália, o modelo conta com bom pacote de assistência à condução, o que pode não acontecer integralmente com a variante brasileira, ou somente nas versões de topo.

A Fiat não confirmou informações de powertrain ou preços, nem sequer oficializou a chegada do modelo por aqui, já que provavelmente terá outra identidade. Mas o convite para conhecer o modelo direto de sua terra natal é mais um forte indício de que caberá ao Grande Panda, ainda que com nome diferente, a tarefa de colocar a montadora italiana de volta ao protagonismo entre os carros de passeio no Brasil. Acredita que ele será páreo para a missão?

Veja também:

Postagem Relacionada