Projeto brasileiro, Ram Rampage chegará aos EUA em 2028

Projeto brasileiro, Ram Rampage chegará aos EUA em 2028

Durante entrevista, CEO da Stellantis afirmou que a Ram Rampage terá papel de modelo de entrada da marca na América do Norte em dois anos

A Ram Rampage vai ganhar um novo mercado em 2028. O CEO da Stellantis, Antonio Filosa, confirmou em entrevista ao The Detroit News que a picape desenvolvida no Brasil será levada aos Estados Unidos, onde terá a missão de ser a porta de entrada da Ram e ampliar a presença da marca entre as picapes menores.

A estratégia pode dar à Rampage nos Estados Unidos um papel semelhante ao exercido pela Fiat Strada no Brasil dentro do portfólio da Stellantis. Enquanto a picape da Fiat atende a uma ampla faixa de consumidores que procuram um veículo de trabalho e uso cotidiano sem partir para modelos maiores, a Ram poderá usar a Rampage para alcançar compradores que querem uma caminhonete, mas não precisam das dimensões e da capacidade de uma Ram 1500.

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O principal alvo será a Ford Maverick, que atualmente ocupa justamente esse espaço com uma proposta de picape monobloco menor que as tradicionais caminhonetes norte-americanas. A Rampage também chegará a um mercado no qual a Ram possui forte tradição em picapes de maior porte, mas ainda não oferece um modelo equivalente nessa faixa.

Desenvolvida pela engenharia brasileira da Stellantis para atender inicialmente às necessidades do mercado sul-americano, a Rampage foi lançada em 2023 como o primeiro modelo da Ram concebido fora da América do Norte. Produzida em Goiana (PE), a picape já ultrapassou as fronteiras da região e começou a ser exportada para a Europa.

Rampage americana ainda é uma incógnita

Apesar da confirmação para 2028, Filosa não esclareceu se os Estados Unidos receberão a Rampage atual com modificações específicas ou se a estreia acontecerá com uma próxima geração. A diferença é importante porque a Stellantis já confirmou uma nova geração da picape para o Brasil até 2030, que será construída sobre a plataforma STLA Medium, em uma evolução conjunta com a futura Fiat Toro, modelo no qual a atual Rampage também se baseia.

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Uma alternativa seria adaptar o projeto atual para as exigências norte-americanas, com mudanças que podem envolver desde desenho e acabamento até o conjunto mecânico. Essa solução permitiria aproveitar uma arquitetura já desenvolvida e reduzir custos, especialmente porque a Rampage já possui um projeto consolidado.

A produção também é um dos principais pontos a serem definidos. Embora a picape já seja fabricada no Brasil, simplesmente exportá-la para os Estados Unidos, como ocorre agora com a Europa, não seria uma solução viável. As picapes importadas de fora da América do Norte estão sujeitas a uma tarifa histórica, o que elevaria consideravelmente o custo de um modelo que justamente deverá atuar na faixa de entrada da Ram.

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Por isso, a produção em território norte-americano ou em outro país da região aparece como alternativa mais adequada para viabilizar o projeto. A Stellantis já possui operações produtivas no México, onde o Compass já é feito com a mesma plataforma da picape, o que facilitaria a fabricação regional e reduziria os impactos sobre o preço final.

Ainda não há definição sobre versões, motores ou configuração que será utilizada nos Estados Unidos. A Rampage brasileira atualmente combina motores 2.2 turbodiesel e 2.0 turbo, mas a especificação destinada ao mercado norte-americano ainda será definida pela Stellantis.


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Junio Paiva

Junio Paiva

Jornalista pela PUC Minas, Júnio atua desde 2017 na produção de conteúdo automotivo para redes sociais e sites especializados. Seu foco está na redação, cobertura de lançamentos e nos bastidores da indústria automotiva.