Postos de SP burlam regras de lei estadual sobre preços

Postos de SP burlam regras de lei estadual sobre preços

Em São Paulo, diversos postos têm destacado preços “promocionais” nos painéis, omitindo o valor real ou a validade da oferta – prática que fere a Lei nº 1.080/10 do Estado.

728x90

Aqui, vamos trazer o que legislação exige que os postos informem (e que tem que ser feito de forma clara):

  1. Preço à vista e prazo de validade da oferta;

  2. Valor do litro para compras com cartão e financiadas;

  3. Diferença entre preços de combustível por forma de pagamento.

Ao mascarar essas informações, o cliente pode ser induzido a erro, mesmo ao pagar à vista. A lei nº 1.080/10 proíbe expressamente exibir somente o valor promocional, sem contexto ou referência ao preço padrão.

A legislação exige que os postos informem de forma clara e visível o preço real por litro de combustível, incluindo se o valor é válido para pagamento à vista, no cartão, parcelado ou com outros meios.

Também é obrigatório deixar claro a validade da oferta. Ignorar essas determinações pode configurar propaganda enganosa e sujeita o estabelecimento a multas e sanções administrativas.

Vale lembrar, ainda que de acordo com o Código de Defesa do Consumidor e com a própria Lei nº 1.080/2010, não é permitido cobrar um valor maior para quem paga com cartão de crédito ou menor para quem paga com Pix ou dinheiro, a menos que essas condições estejam claramente informadas ao consumidor antes da compra.

A diferenciação de preços só é aceita se for transparente e previamente comunicada – do contrário, trata-se de prática abusiva e ilegal, passível de punição pelos órgãos de defesa do consumidor.

Cuidados simples podem evitar casos de explosões (foto: Tony Oliveira AG Brasilia)
Para cobrar valores diferentes, o posto de combustível precisa ser bem claro em relação aos preços – e avisar antes ao consumidor

A prática tem se tornado comum em diversas regiões da capital paulista, com casos em que o motorista só descobre que o valor exibido não é o real no momento de pagar. Em muitos painéis, o preço anunciado só vale em condições específicas – como o uso de apps de fidelidade ou pagamento com cartão pré-pago do próprio posto. O que não vem sendo informado de forma clara.

Órgãos como o Procon-SP e a Secretaria da Justiça e Cidadania reforçaram que o consumidor tem o direito de saber o preço real final, sem surpresas. Denúncias podem ser feitas de forma online e ajudam na fiscalização de práticas ilegais, que afetam diretamente o bolso do motorista e comprometem a concorrência justa no setor.

Orientação ao consumidor

Foi abastecer e se deparou com essa situação? Faça o seguinte:

  • Exija que o posto informe preço à vista, parcelado, prazos e diferenças de pagamento.

  • Se notar irregularidade, registre denúncia no Procon-SP ou no Decon da Secretaria da Justiça e Cidadania.

  • A fiscalização pode aplicar multas que variam conforme gravidade — e a transparência é fundamental para combater práticas enganosas.

Veja mais


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Tadeu Engel

Tadeu Engel

Tadeu Engel, jornalista, trabalhou por muitos anos em fábricas automotivas do ABC paulista e hoje dedica seu tempo fazendo o que mais gosta: falar sobre carros.

Descubra mais sobre CARROS COM CAMANZI

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading