Modelo híbrido marca a estreia da montadora controlada pela Geely, antes focada em carros diminutos, no segmento de sedãs maiores na China
A Smart quer deixar oficialmente para trás a imagem de fabricante de minicarros urbanos ao revelar na China o #6, seu primeiro sedã médio e também o maior veículo já produzido pela marca. Criada nos anos 1990 pela Mercedes-Benz para atuar com citycars ultracompactos, a empresa hoje está sob o comando da Geely e segue um caminho bem diferente no mercado chinês, apostando em modelos maiores e mais voltados ao conforto.
O sedã chega para ampliar a linha formada pelos crossovers e SUVs #1, #3 e #5, inaugurando a entrada da montadora em um segmento até então inexplorado. Desenvolvido sobre a mesma base do Zeekr 007, outro produto do mesmo grupo chinês, o Smart #6 tem proporções robustas e linhas aerodinâmicas, com visual marcado por filetes de LED contínuos na dianteira e na traseira, além de rodas de 19 ou 20 polegadas que reforçam o caráter esportivo. A inspiração em modelos elétricos de apelo tecnológico é evidente, mas o sedã apresenta identidade própria, com uma traseira encorpada e direito até a aerofólio móvel com acionamento elétrico.
Com 4,91 metros de comprimento, quase 1,93 metro de largura e entre-eixos de 2,93 metros, o Smart #6 não só ultrapassa qualquer outro veículo criado pela marca: ele coloca a fabricante em patamar semelhante ao de sedãs médios premium vendidos na China. A altura de 1,50 metro e o teto com queda suave contribuem para o desenho fluido, enquanto elementos como puxadores embutidos, câmeras laterais e um sensor LiDAR posicionado acima do para-brisa antecipam o pacote de tecnologias de auxílio ao motorista.
A mecânica híbrida plug-in também representa um passo importante para a Smart. O modelo estreia o conjunto NordThor Hybrid 2.0, que combina um motor 1.5 turbo de 161 cv a outro propulsor elétrico dianteiro, que sozinho entrega 268 cv e 38,75 kgfm de torque. A potência combinada não foi relevada, mas a bateria de LFP promete até 285 km de rodagem em modo totalmente elétrico, enquanto a autonomia total chega a 1.810 km.
Embora o interior ainda não tenha sido mostrado, a expectativa é de um ambiente tecnológico, com painel digital amplo, tela central generosa e recursos de assistência comandados por inteligência artificial. A presença do LiDAR e do conjunto de câmeras confirma a intenção da marca de avançar em sistemas de condução semiautônoma.
Ao mesmo tempo em que ingressa em categorias maiores, a Smart também prepara um movimento em direção às origens: o lançamento do compacto elétrico Smart 2, previsto para 2026 e inspirado no antigo Fortwo. A estratégia pode adiantar um reposicionamento abrangente, expandindo para atender públicos diferentes, mas sem abrir mão do legado de carros urbanos que tornou a marca conhecida.
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