Nova regra exige placa e CNH para ciclomotores em 2026
Se você tem uma moto elétrica, triciclo, ciclomotor ou qualquer veículo de duas ou três rodas movido a bateria, fique esperto. A partir de 1º de janeiro de 2026, todos esses modelos deverão ter placa, capacete e habilitação para circular legalmente nas ruas brasileiras. A mudança atende à Resolução nº 996 do Contran, que determina o registro e licenciamento desses veículos — uma tentativa de organizar o trânsito urbano após o avanço acelerado das vendas de ciclomotores elétricos.
Crescimento rápido, fiscalização atrasada
Os ciclomotores — veículos de duas ou três rodas com até 4 mil watts de potência e velocidade máxima de 50 km/h — estão em alta.
De janeiro a agosto de 2025, as vendas aumentaram 32% no Brasil e, em São Paulo, o salto foi ainda maior: 72%.
Com preços mais acessíveis que os das motocicletas e custo de manutenção reduzido, eles se tornaram uma alternativa viável para deslocamentos curtos e entregas urbanas. No entanto, a ausência de registro e habilitação dificultava a fiscalização e aumentava os riscos de acidentes.

O que muda a partir de 2026
Com a Resolução nº 996 do Contran, sancionada em 2024, todos os condutores de ciclomotores terão até o fim de 2025 para se adequar.
A partir de 1º de janeiro de 2026, passam a ser obrigatórios:
- Placa e licenciamento do veículo;
- Capacete com viseira ou óculos de proteção;
- Habilitação categoria A (para motos) ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor).
A medida pretende uniformizar as regras e facilitar a identificação de condutores em caso de infrações ou acidentes.
ACC: a habilitação exclusiva para ciclomotores
A ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor) é uma versão simplificada da CNH categoria A.
Ela permite dirigir ciclomotores de até 50 km/h e tem validade de um ano.
O processo exige:
- Ser maior de 18 anos e alfabetizado;
- Cumprir cinco horas-aula práticas;
- Fazer prova teórica e prática em um Centro de Formação de Condutores (CFC).
O custo médio varia conforme o estado, mas gira em torno de R$ 125.
Após o primeiro ano, o documento pode ser convertido em CNH A completa.

O que continua igual: bikes e patinetes elétricos
Nem todos os veículos leves sobre duas rodas serão afetados pelas novas regras.
Bicicletas elétricas com potência limitada a 1.000 W e velocidade máxima de 32 km/h continuam dispensadas de emplacamento e habilitação — desde que tenham campainha, refletores, retrovisor e pneus em boas condições.
Patinetes elétricos, monociclos e hoverboards também permanecem livres de registro, mas devem respeitar as normas locais de circulação, que proíbem, por exemplo, o uso em vias de grande fluxo de veículos.
Desafios urbanos e culturais
A regulamentação é vista por especialistas como um passo necessário para reorganizar o trânsito, mas também exigirá adaptação.
Além do custo do emplacamento e da habilitação, o principal desafio será mudar hábitos de uso.
Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, é comum ver ciclomotores e motos elétricas circulando por ciclovias e calçadas, o que é ilegal e potencialmente perigoso.
A partir de 2026, a fiscalização tende a ser mais rigorosa — e quem insistir em descumprir as regras poderá ser multado em R$ 293,47, com 7 pontos na CNH e apreensão do veículo.
Transição para uma nova era da mobilidade
O avanço da eletrificação trouxe novas formas de deslocamento, mas também a necessidade de atualizar leis e comportamentos.
Com as novas regras, o Brasil tenta equilibrar inovação e segurança, incentivando o uso responsável de veículos elétricos leves.
A expectativa é que, com a obrigatoriedade de placa, capacete e habilitação, as cidades se tornem espaços mais seguros — tanto para quem pedala quanto para quem dirige.
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Mais uma maneira de roubar só povo cobrando coisas que nós já pagamos, se for analisar vejam que carregamos em casa quer dizer então deveria ter desconto na energia simples assim