Nova geração da Toyota Hilux é revelada com direito a versão elétrica
Aguardada renovação da picape é apresentada oficialmente com design mais moderno, interior totalmente redesenhado e variedade de propulsores
A Toyota, enfim, revelou por completo a nova geração da Hilux. A novidade marca o início de uma nova fase para o modelo, que passa a contar com opções híbrida, elétrica e até uma futura variante movida a hidrogênio que segue em desenvolvimento. A estreia acontece primeiro na Ásia e na Europa, em dezembro, enquanto que no Brasil a novidade deve dar as caras em 2026.
Depois de quase uma década sem mudanças profundas, a Hilux passa por sua renovação mais ampla desde 2015. Mesmo mantendo a plataforma IMV e parte da estrutura da cabine, como as portas e os retrovisores, a Toyota reformulou a picape de ponta a ponta, aplicando o mesmo conceito usado recentemente pela Chevrolet na nova S10. A frente ganhou faróis mais estreitos, posicionados junto ao capô, e uma nova grade de traços retos com acabamento interno em colmeia, lembrando o visual do Corolla Cross.
Na traseira, a tampa da caçamba foi redesenhada, e as lanternas passam a ser inéditas, com iluminação de LED nas versões mais caras. As laterais também receberam mudanças sutis, como novo formato dos para-lamas, caçamba redesenhada e rodas de estilo mais moderno.
O interior é outro destaque importante. Inspirado no SUV Land Cruiser, o painel foi totalmente reformulado, com central multimídia flutuante, novo volante multifuncional e painel de instrumentos digital. O console central está mais elevado e os materiais internos prometem mais qualidade, reforçando o foco em conforto e sofisticação.
A versão elétrica da nova Hilux é o grande destaque da linha. Promessa de longa data, o modelo estreia com uma bateria de íons de lítio de 59,2 kWh que alimenta dois motores, um em cada eixo, entregando 20,5 kgfm de torque na dianteira e 26,8 kgfm na traseira. A potência total ainda não foi revelada, mas a picape já demonstra boas capacidades: pode transportar até 715 kg na caçamba e rebocar 1.600 kg. A autonomia, entretanto, de 240 km, é mais pacata.
A Toyota afirma que o objetivo do novo projeto foi preservar a robustez e a confiabilidade que sempre caracterizaram a Hilux, garantindo desempenho off-road mesmo nas versões eletrificadas. Além da variante elétrica, a marca trabalha em uma versão a célula de hidrogênio, que segue em testes e deverá chegar ao mercado por volta de 2028.

Entre as motorizações já confirmadas, a versão híbrida leve (MHEV) combina o conhecido motor 2.8 turbodiesel de 204 cv com um pequeno motor elétrico de 16 cv e sistema de 48V. O conjunto utiliza bateria de íons de lítio de 0,2 kWh e permite que a picape reboque até 3.500 kg.
A Hilux seguirá oferecendo também opções a combustão em mercados específicos, como o nosso, onde o modelo ainda contará com motores 2.8 turbodiesel de até 204 cv de potência e 50,9 kgfm de torque. Em outros mercados, como o europeu, há ainda uma opção 2.7 turbo a gasolina.
A nova geração ainda não tem data confirmada para o início da fabricação na planta da Toyota em Zárate, na Argentina, de onde a picape é exportada para o Brasil. A expectativa, porém, é que o ciclo produtivo comece em breve. No Brasil, a estreia está prevista para o segundo semestre de 2026, inicialmente nas versões híbrida leve e a combustão. A chegada da variante elétrica, por enquanto, segue em estudo.
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