Nissan revive hatch de entrada como elétrico usando base de Renault

Novo Nissan Pixo é a variante japonesa de Renault Twingo E-Tech e Dacia Spring, desenvolvido para a Europa mirando o segmento dos EVs de acesso

A Nissan resgatou o nome Pixo para seu novo elétrico de entrada na Europa. O hatch retorna ao mercado completamente reformulado e troca o antigo conjunto a combustão por propulsão 100% elétrica, em um projeto desenvolvido em parceria com a Renault. A estratégia também muda a origem do modelo: se o Pixo original era derivado do Suzuki Alto, o novo compacto utiliza a mesma arquitetura do Twingo E-Tech e do novo Dacia Spring.

O modelo será produzido na fábrica da Renault em Novo Mesto, na Eslovênia, e ficará abaixo do Micra na gama europeia da Nissan. A fabricante japonesa ficou responsável pelo desenho, enquanto a Renault fornece a base técnica e também responde pela produção.

Apesar do parentesco evidente, a Nissan buscou criar uma identidade própria para o hatch. Os elementos mais diferentes aparecem nos faróis e lanternas, que utilizam detalhes gráficos inspirados em pixels, enquanto o restante da carroceria, sobretudo o desenho do vidro traseiro, é quase idêntico ao do Twingo, deixando o Spring como o mais independente do trio. As medidas do novo Nissan são praticamente as mesmas dos irmãos, com 3,80 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,51 m de altura e 2,49 m de entre-eixos. Assim, o Pixo tem dimensões próximas às de modelos como o BYD Dolphin Mini.

Elétrico compacto com até 259 km de autonomia

A parte mecânica segue a receita já utilizada pelos outros modelos da aliança. O Pixo utiliza motor elétrico dianteiro de 80 cv e 17,8 kgfm de torque, associado a uma bateria LFP de 27,5 kWh. A combinação permite acelerar de 0 a 100 km/h em 12,1 segundos e alcançar até 259 km de autonomia pelo ciclo WLTP.

A bateria aceita recarga rápida em corrente contínua de até 50 kW, levando cerca de 28 minutos para passar de 15% a 80% de carga. O sistema também permite carregamento bidirecional, possibilitando utilizar a energia armazenada no veículo para alimentar equipamentos externos.

O interior segue a preocupação com aproveitamento de espaço, com banco traseiro dividido e deslizante. O porta-malas comporta 356 litros na configuração convencional e chega a 1.221 litros com os bancos rebatidos. Não há, porém, um compartimento de bagagem dianteiro.

É na cabine que os três projetos mais se aproximam visualmente. O Pixo reúne comandos físicos com recursos digitais, incluindo assistente de inteligência artificial Gemini, do Google, e sistema de reconhecimento facial capaz de identificar o motorista e carregar suas configurações personalizadas.

As primeiras unidades devem chegar às ruas europeias no início de 2027. O preço ainda será anunciado, mas a expectativa é que a versão de entrada fique abaixo dos 20 mil euros, ou cerca de R$ 117.600, mantendo a novidade entre as alternativas de acesso aos elétricos urbanos no Velho Continente.

E o Brasil?

Apesar de resgatar um nome conhecido da Nissan e utilizar uma arquitetura desenvolvida dentro da aliança com a Renault, o novo Pixo foi concebido para atender ao mercado europeu e não tem previsão de chegar ao Brasil, diferentemente de seu antecessor.

A estratégia também faz sentido diante dos projetos que a Renault já prepara para o mercado brasileiro. O Twingo E-Tech e o novo Dacia Spring não estão previstos para produção ou comercialização por aqui, enquanto a Renault encontrou no Geely EX2, dentro da parceria entre Renault e Geely no Brasil, uma alternativa para atuar entre os elétricos compactos de entrada.

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