Jeep Renegade 2027 tem motor híbrido, interior inédito e está mais barato

Com um novo sistema híbrido leve de 48V, Jeep Renegade se transforma com habitáculo mais moderno e equipado, junto de leves mudanças externas

O novo Renegade já está entre nós! O lançamento é a terceira reestilização do compacto da Jeep desde que chegou ao Brasil em 2015, sendo a mais profunda no interior até então, responsável por inaugurar a eletrificação na linha produzida em Goiana (PE). É a estreia do sistema híbrido leve (MHEV) de 48V da Stellantis na região, que deve chegar em breve a outros modelos locais, como a Fiat Toro.

Por fora, as mudanças são pontuais e alinham o modelo à identidade visual mais recente da marca, enquanto por dentro a evolução acontece de forma mais significativa, adotando soluções vistas nos irmãos maiores Compass e Commander. O resultado é um ambiente mais moderno e bonito, com novos materiais, mais tecnologia e itens inéditos como banco do motorista com ajuste elétrico, console central elevado e saídas de ar para quem vai atrás.

A renovação também vem acompanhada de reposicionamento de preços. O novo Renegade chega até R$ 18 mil mais barato, com destaque para a versão Altitude, oferecida por R$ 129.990 em um lote promocional de 3.000 unidades. A Longitude passa a custar R$ 158.690, com redução de R$ 7 mil, enquanto Sahara (R$ 175.990) e Willys (R$ 189.490) mantêm os valores anteriores, com mais equipamentos de série.

Motorização MHEV de 48V melhora apenas consumo

A novidade mecânica está nas versões Longitude e Sahara, que passam a adotar o sistema híbrido leve de 48V associado ao já conhecido motor 1.3 turboflex de 176 cv e 27,5 kgfm de torque. Diferente de um híbrido pleno, o conjunto não movimenta o carro sozinho, mas atua como assistente ao motor a combustão. Um pequeno motor elétrico, alimentado por uma bateria dedicada, auxilia nas arrancadas e retomadas, além de permitir funções como desligamento mais eficiente do motor em paradas.

A gestão eletrônica alterna automaticamente os modos de operação para otimizar consumo, emissões e entrega de torque, que promete ser mais ágil. Tudo isso sem alterar os números de cavalaria ou kgfm declarados. O câmbio segue sendo automático de seis marchas nessas versões.

Segundo dados oficiais, o consumo das versões MHEV chega a 11,9 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada com gasolina, enquanto com etanol os números são de 8,3 km/l e 8,6 km/l, respectivamente. Isso representa um ganho tímido no papel. A marca faz questão de ressaltar que entre as vantagens do novo sistema estão benefícios como isenções de IPVA em alguns estados e a liberação do rodízio na cidade de São Paulo. A gama ainda mantém a versão de entrada sem eletrificação, também com câmbio automático de seis marchas, enquanto o topo de linha Willys preserva o conjunto mais robusto: tração 4×4, câmbio automático de novn e marchas e recursos dedicados ao uso fora de estrada, como reduzida (4WD Low), bloqueio eletrônico e controle de descida.

Renovação interna enfim chegou, mas com um porém

O Jeep Renegade ganhou o layout interno que estreou no seu irmão Compass em 2021. O redesenho, que pode ter atrasado em 5 anos por conta do apelo retrô que o modelo buscava manter desde o lançamento, foi substituído por uma boa adaptação do conceito aplicado nos outros Jeep, com inspiração no Wrangler. O acabamento, entretanto, que sempre foi uma das virtudes do modelo, sofreu baixa ao trocar a superfície emborrachada do cockpit e das portas por plástico rígido. Em contrapartida, o painel ganhou uma faixa de tecido que varia a tonalidade de acordo com a versão. Visualmente, o resultado é tão transformador que não sugere ser apenas mais uma reestilização, indo além de simples mudanças estéticas.

Todas as versões passam a contar com uma nova central multimídia de 10,1”. O SUV segue com quadro de instrumentos digital de 7”, ar-condicionado digital dual zone e carregador de celular por indução com ventilação, além de freio de estacionamento eletrônico com auto hold. As versões mais caras adicionam sistema Adventure Intelligence com Alexa integrada, que permite comandos remotos e monitoramento do veículo. Em segurança, o pacote é amplo desde a versão de entrada, com seis airbags e um conjunto de assistentes à condução que inclui frenagem autônoma de emergência, alerta de mudança de faixa e detector de fadiga, junto ao monitoramento de ponto cego nas versões superiores.

Mudanças sutis no exterior mantêm características

Por fora, o Renegade evolui pouco sem romper com a fórmula que o consagrou. A dianteira recebe nova grade com as tradicionais sete fendas reinterpretadas, além de para-choques redesenhados e novos elementos de iluminação. Há também novos desenhos de rodas (17” e 18”) e pequenas atualizações na traseira.

Ainda assim, o pacote visual parece conservador demais até mesmo para uma reestilização. O modelo preserva praticamente todas as suas linhas originais, o que mantém a identidade forte, algo que agrada muitos fãs, mas também começa a dar sinais de desgaste após mais de uma década sem mudanças profundas no desenho externo. Falta ousadia em elementos mais visíveis, especialmente peças móveis. Um bom exemplo vem da Fiat Toro, que compartilha a base com o Renegade e passou por uma atualização mais abrangente recentemente, incluindo novas lanternas e mudanças estruturais na traseira. No Jeep, essa região segue praticamente inalterada desde o lançamento.

As dimensões permanecem as mesmas, já que não se trata de uma nova geração e sim de uma evolução do projeto atual. O modelo segue apostando em seu conjunto já conhecido, agora com melhorias pontuais em tecnologia e eficiência, além de um retoque visual no acabamento, apesar de menos refinado. A linha traz sete opções de cores e uma ampla lista de acessórios Mopar para personalização, mantendo ainda a garantia de cinco anos e revisões programadas a cada 12.000 km ou 1 ano.

Preço e ficha técnica de todas as versões do Jeep Renegade 2027:

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