Em sua segunda geração, hatch mais vendido da Fiat no Brasil passará a se chamar Argo X e confirma traços idênticos aos do Grande Panda
A Fiat revelou nesta terça-feira (29) as primeiras imagens oficiais do novo Argo X. Apresentado em um vídeo de teaser, o modelo teve parte do visual antecipada, com destaque para os conjuntos ópticos dianteiro e traseiro, que confirmam a forte relação de design com o seu irmão italiano que lhe serviu de base.
Os faróis dianteiros exibem uma assinatura luminosa com elementos de LED pixelados formando a letra “X”, enquanto as lanternas traseiras também utilizam pontos de LED para reproduzir o mesmo recurso visual. As peças são visualmente idênticas às utilizadas no Grande Panda, reforçando que o novo Argo X beberá diretamente da fonte do modelo europeu em seu desenho.
Grande Panda como ponto de partida
Assim como o Grande Panda, o Argo X será construído sobre a arquitetura Smart Car, derivada da família CMP, utilizada por outros modelos da Stellantis. O projeto também compartilha a mesma base estrutural e boa parte do desenho com o hatch europeu, embora o modelo brasileiro tenha adaptações próprias.
Entre as diferenças visuais esperadas está a retirada do nome “Panda” estampado em baixo-relevo na parte inferior das portas. De resto, os flagras de unidades em testes já indicam que a Fiat deverá manter praticamente todos os principais elementos de estilo do italiano, incluindo as formas mais quadradas da carroceria.
O Grande Panda mede 3,99 metros de comprimento, tem 2,54 metros de entre-eixos e porta-malas de 412 litros. O novo Argo X deverá seguir proporções semelhantes, mas pode ter ajustes específicos para atender ao mercado brasileiro.
Produção em Betim e nova fase do Argo
O novo Argo X será produzido no Polo Automotivo Stellantis de Betim (MG), de onde sai a primeira geração desde 2017, e terá papel estratégico na renovação da gama de entrada da Fiat no país. O modelo será o primeiro grande lançamento local da nova estratégia global da marca e conviverá com o Argo atual, permitindo que as duas gerações ocupem posições diferentes dentro da linha.
Nas motorizações, o projeto deverá manter a combinação de conjuntos já prevista para o mercado brasileiro, com o 1.0 Firefly aspirado de até 77 cv como opção de entrada e o 1.3 Firefly também aspirado de até 107 cv nas versões intermediárias. As opções mais caras usarão o 1.0 turbo T200 com sistema híbrido leve de 12V, calibrado para entregar até 116 cv.
Por dentro, o novo hatch também seguirá a receita do modelo europeu, mas com acabamento simplificado. A expectativa é de itens como quadro de instrumentos digital, central multimídia de 10,25 polegadas e carregador de celular por indução nas versões mais caras. De série, são esperados frenagem autônoma de emergência e seis airbags.