Anjo da guarda

Para o bom praticante do fora de estrada, o guincho é um acessório quase indispensável. Mas, por não ser usado constantemente, muitas pessoas acham que não é necessário. Só que é ele que vai te tirar do sufoco quando, por exemplo, o carro ficar atolado. Enfim, é um “anjo da guarda” que está ali para te ajudar.

Existem três tipos básicos de guincho: o manual, o mecânico e o elétrico. Todos, porém, tem em comum a mesma “arquitetura”. Ou seja, é um conjunto que vai preso na frente do veículo, formado por um carretel com cabo de aço e um gancho na ponta, que serve para rebocar o dito cujo em situações em que ele não se movimenta mais por meios próprios.

O manual é muito comum em veículos mais leves, como nos antigos jipes da Gurgel e é acionado na base do “feijão”. O mecânico é acionado por meio de um eixo que vai ligado à tomada de força que sai da caixa de transferência do veículo, também usado em veículos tipo Jeep antigos, que possuem essa “posição” na caixa de redução. E, por fim, o elétrico em que o motor é acionado pela corrente proveniente da bateria. Pela facilidade de instalação em qualquer veículo, é o mais usado atualmente.

Porém não dá para sair por aí e instalar qualquer um. Como existem vários tipos, antes é preciso ver se a capacidade de tração do guincho escolhido é coerente com o peso do seu veículo, sendo aconselhável sempre colocar um que suporte um pouco mais. Depois, faz-se necessária a instalação de uma mesa onde ele será fixado e, em alguns casos, é preciso trocar também o para-choque. Por fim, você pode escolher entre o cabo de aço, menos sujeito a abrasões, porém mais difícil de ser manuseado, ou o cabo tipo corda de Kevlar, mais leve, mas requer mais cuidados durante o uso para não sofrer danos.

Outra coisa é verificar se existe a necessidade de trocar a bateria original do veículo por uma de maior capacidade e o alternador por outro que gere mais corrente, para que dê conta de carregar essa nova bateria. Isso porque o guincho elétrico consome muita energia quando está tracionando, motivo pelo qual é aconselhável que o seu uso seja feito sempre com o motor do veículo um pouco acelerado para ir carregando a bateria e não correr o risco de arriá-la.

E, por fim, dar um pouco de “carinho” a ele. Isto é, se não foi usado, pelo menos uma vez por mês, checar se ele está funcionando, além de desenrolar e enrolar o cabo. Afinal, quando se passa por algum trecho alagado, ele fica submerso. Apesar de serem isolados, a água pode oxidar os contatos elétricos e a poeira que recebe por estar na frente, pode dificultar o seu funcionamento. Como é pouco usado, acaba sendo esquecido e exatamente “naquela hora” que você mais precisa, ele pode negar fogo…

 

Fotos: Emilio Camanzi e reprodução Internet

 

 

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