SUV não é tudo igual, mas parece


SUV não é tudo igual, mas parece
Foto: Chico Lelis

Vinha eu, andando por uma das vias de São Paulo, com seus perigosos buracos nas  calçadas e nas ruas, quando comecei a reparar um monte, mas monte mesmo de um mesmo modelo.  A cada cinco carros, dois eram SUVs. E o que vem chamando minha atenção, faz algum tempo,  é que todos são  muito parecidos. Quase iguais. Então, comecei a perguntar a algumas pessoas, se elas eram capazes de dizer as marcas de cada um deles, fiquei surpreso.

728x90

Falei com 18 pessoas sobre o assunto, mostrando um SUV,  a uma distância de cerca de 20​ ou mais metros, e todos vistos ​p​ela lateral, se elas eram capazes de identificar a marca de cada um deles. Foi assim em algumas ruas e também ​n​os  estacionamentos em dois shoppings. ​Entre essas pessoas, seis eram mulheres, jovens senhoras, que desciam de uma SUV. Nenhuma delas soube reconhecer o modelo do outro lado da rua​, ou a uma pequena distância no estacionamento.

Foto: Chico Lelis

Delas ouvi, praticamente, a mesma observação: “nossa como é parecido com o meu carro. Sei que é outra marca, ​mas parece que  ​só a cor é diferente”.

Mas, não creditem ao sexo feminino o desconhecimento no assunto carro, lembrando a famosa frase “o problema está na rebimboca da parafuseta”, antigamente muito ouvida​ por elas dos mecânicos, não lá muito sérios, para impressionar e enganar as moças nas oficinas.

Acontece que, apenas um, entre, entre os representantes do sexo masculino, conseguiu reconhecer três modelos de SUV, Os demais, 11 deles, também não conseguiram saber se o que viam, a uma distância, era Peugeot, Fiat, Citroën ou qualquer outra marca.​ E ele trabalhava em uma concessionária de veículos.

Foto: Chico Lelis

Palavras de um expert

Adalberto Bogsan Neto foi uma das peças chaves de um das maiores fabricantes no Brasil. Foi responsável por importantes lançamentos (Vectra, Omega e Corsa) desenhados em conjunto com o pessoal do design da fábrica alemã, a Opel, hoje controlada pela, Stellantis.

Para ele, é tudo uma questão de mercado. Se o desenho, principalmente o lateral, agrada, por que não se fazer parecido, com algumas modificações nos faróis, lanternas, principalmente as traseiras, um friso aqui e outro ali, mas a grande maioria, com um vinco na lateral. Ele lembrou que as frentes também se diferem, cada uma com a sua grade, embora os faróis também lembrem muito uns aos outros.

Foto: Chico Lelis

O que muda, quando não fazem parte do mesmo grupo, como o da Stellantis, é o conjunto mecânico, com a maioria hoje tendo motor turbo, que lhes dá mais potência e ajuda na economia de combustível. Isso quando não é elétrico, mas que parecem muito com os que possuem motores à combustão.

Veja também:


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


chicolelis

chicolelis

chicolelis começou no jornalismo em 1960, no jornal A Tribuna (Santos/SP), passou pela Ford, onde foi aluno do mestre Secco, foi para a Goodyear, depois para O Globo (Sucursal de São Paulo) e dali para GM, onde ficou por 18 anos. Em seguida, fez consultoria para a Portugal Telecom e depois editor do Caderno de Veículos do Diário do Comércio (SP) 🙋 PARCERIAS: comercial@carroscomcamanzi.com.br

Descubra mais sobre CARROS COM CAMANZI

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading