Mercedes-Benz GLA cresce e fica mais tecnológico em nova geração

Com desenho renovado e lanternas traseiras polêmicas, novo GLA é apresentado em versões elétricas e aguarda 2027 para estrear híbrido

A Mercedes-Benz apresentou globalmente a terceira geração do GLA, marcando uma das maiores transformações já vistas no SUV compacto de luxo. Além de crescer em tamanho, ganhar uma cabine mais sofisticada e ampliar o pacote tecnológico, o modelo inaugura uma nova estratégia para a marca: a variante elétrica deixa de se chamar EQA e passa a integrar a própria linha GLA. Assim, tanto as versões elétricas quanto as futuras opções eletrificadas a combustão passam a compartilhar a mesma identidade comercial.

Posicionado entre os SUVs de entrada da fabricante, o novo GLA estreia inicialmente em três configurações 100% elétricas que chegam às lojas da marca no exterior em novembro. As versões com motor a combustão ficaram para o início de 2027, reforçando a estratégia da Mercedes-Benz de ampliar a oferta de modelos eletrificados sem abandonar completamente os motores convencionais.

Visual renovado e cabine totalmente digital

O novo GLA evoluiu nas proporções e transmite uma aparência mais robusta. O crescimento da distância entre eixos em 6,1 cm (2,79 m totais) amplia o espaço interno, enquanto a carroceria ficou 2 cm mais baixa (1,61 m de altura) e passa a medir 1,85 m de largura, além de receber bitolas traseiras mais largas, favorecendo tanto a estabilidade quanto a presença visual. No comprimento também há avanço de 14 cm, com novos 4,57 m. As rodas variam entre 18 e 20 polegadas.

Na dianteira, o SUV aposta em uma identidade completamente nova, com belos faróis angulados em direção à grade, que nas versões elétricas pode receber centenas de pontos luminosos capazes de executar animações de boas-vindas. Já os futuros modelos a combustão manterão uma grade tradicional, com acabamento cromado e desenho inspirado nos Mercedes convencionais.

Se a dianteira aplica com maestria o padrão mais recente da marca, a traseira já chama atenção por outro motivo. As novas lanternas utilizam um conjunto formado por duas peças quadradas posicionadas nas extremidades da carroceria, unidas por um filete de LED que atravessa toda a tampa do porta-malas. O resultado acabou gerando comparações imediatas com o recém-lançado no Brasil MG4 Urban, já que ambos adotam uma solução visual bastante semelhante. O conjunto, inclusive, destoa um pouco do restante do desenho do SUV, tornando-se justamente o elemento mais polêmico do projeto.

Outra novidade é a placa de identificação posicionada pela primeira vez no para-choque e não na tampa do porta-malas. O compartimento de bagagens, por sua vez, passou para 410 litros, um ganho de 70 litros em relação ao modelo anterior, enquanto as versões elétricas ainda oferecem um porta-malas dianteiro de 107 litros para pequenos objetos.

No interior, a evolução é ainda mais evidente. O GLA passa a oferecer uma cabine praticamente dominada por telas, podendo receber o novo MBUX Superscreen. O conjunto reúne painel digital de 10,25 polegadas e duas telas de 14 polegadas, sendo uma destinada à central multimídia e outra ao passageiro. O sistema incorpora assistente de voz com inteligência artificial e permite utilizar aplicativos de entretenimento diretamente na tela dedicada ao ocupante dianteiro.

O SUV também ganhou teto panorâmico Sky Control, cujo vidro pode alternar rapidamente entre transparente e opaco em diferentes segmentos, além da possibilidade de projetar várias das elegantes estrelas da marca sobre a cabeça dos ocupantes. Ainda há sistema de som Burmester de 850 watts com 16 alto-falantes.

Plataforma de 800 V e eletrificação em todas as versões

A terceira geração do GLA estreia sobre uma arquitetura preparada para eletrificação, utilizando sistema elétrico de 800 volts. Com isso, as versões movidas exclusivamente a bateria suportam recargas ultrarrápidas de até 320 kW em corrente contínua, permitindo recuperar autonomia suficiente para aproximadamente 270 quilômetros em apenas dez minutos de carregamento. Em corrente alternada, a potência chega a 22 kW.

No lançamento serão oferecidas três configurações elétricas. A GLA 200 utiliza motor traseiro de 224 cv associado a uma bateria LFP de 58 kWh, cuja autonomia não foi revelada. Acima dela aparece a GLA 250+, equipada com bateria NMC de 85 kWh, potência de 272 cv e autonomia de até 657 quilômetros no ciclo europeu. No topo da linha está a GLA 350 4MATIC, que soma dois motores elétricos, entrega 354 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos e mantém a mesma bateria da versão intermediária, com autonomia de até 643 quilômetros.

As versões a combustão previstas para 2027 utilizarão um novo conjunto híbrido-leve de 48 volts formado por um motor 1.5 turbo de quatro cilindros, transmissão automatizada de dupla embreagem com oito marchas e um motor elétrico integrado de 30 cv. O sistema permitirá pequenas movimentações em modo exclusivamente elétrico no trânsito urbano, além de condução por inércia em velocidades superiores a 100 km/h quando houver baixa demanda de potência. O conjunto ainda recupera energia nas desacelerações e fornece assistência elétrica em todas as marchas para melhorar desempenho e eficiência.

Entre os equipamentos de segurança e assistência, o novo GLA passa a contar com condução semiautônoma de nível 2, mudança automática de faixa mediante acionamento da seta, alerta para proteção das rodas contra contato com guias de calçada e um modo específico para uso fora de estrada nas versões com tração integral. Nesse caso, o sistema projeta uma imagem virtual sob a dianteira do veículo, criando o chamado “capô transparente”, recurso que facilita visualizar obstáculos em trilhas.

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