Em ano recorde, vendas de usados e seminovos no Brasil registram o maior volume desde a primeira medição em 2011, com 18,5 milhões de unidades
O desempenho do mercado brasileiro de veículos usados e seminovos em 2025 consolidou um cenário de forte crescimento e descolamento em relação aos automóveis zero quilômetro. Enquanto o segmento de novos avançou 2,4% no ano, as vendas de usados cresceram 17,3%, mostrando uma expansão várias vezes superior e reforçando a preferência do consumidor por alternativs mais acessíveis.
Ao todo, 18.508.929 veículos trocaram de proprietário no país ao longo do ano, volume que estabelece um novo marco desde o início da série histórica, há 16 anos, de acordo com dados da Fenauto. O resultado supera com folga o patamar já elevado de 2024, quando o mercado havia alcançado 15,7 milhões de unidades, confirmando a sequência de “recorde sobre recorde” no setor.
Entre os modelos mais negociados, o Volkswagen Gol liderou com ampla vantagem, somando 814.348 unidades comercializadas. Na sequência, o Chevrolet Onix apareceu em segundo lugar, com 451.250 vendas, enquanto a Fiat Strada completou o pódio entre os usados, com cerca de 445 mil unidades, repetindo no mercado de usados o protagonismo que mantém entre os veículos novos.
O ritmo acelerado ficou evidente no fechamento do ano. Apenas em dezembro, 1.774.488 veículos foram vendidos, número 19,1% superior ao de novembro e 20,4% acima do registrado no mesmo mês de 2024, indicando um mercado aquecido mesmo no período tradicionalmente mais curto para negociações.
Para a federação que representa o setor, os números refletem não apenas volume, mas a relevância econômica dos usados e seminovos no Brasil. O segmento tem papel central na democratização do acesso ao transporte individual e na geração de negócios em todas as regiões do país, sustentado por uma rede cada vez mais estruturada de revendedores.
Segundo a Fenauto, o recorde histórico também coincide com um processo de amadurecimento do mercado, impulsionado pela profissionalização das lojas multimarcas e pelo fortalecimento de práticas voltadas à segurança das transações. A entidade afirma que esse movimento tem sido determinante para ampliar a confiança do consumidor e sustentar o crescimento consistente observado nos últimos anos.
Mesmo diante de um 2026 considerado atípico, influenciado por eventos como eleições e Copa do Mundo, a expectativa do setor permanece positiva. A avaliação é de que a maturidade alcançada e a base sólida construída nos últimos ciclos permitam ao mercado de usados manter uma trajetória de estabilidade e crescimento.
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