Estreia da McLaren entre os SUVs e modelos com tração integral terá mecânica híbrida, mirando rivais como Ferrari Purosangue e Lamborghini Urus
A McLaren confirmou oficialmente que está desenvolvendo seu primeiro SUV, em uma mudança importante para uma marca historicamente concentrada em superesportivos de baixo peso, alto desempenho e carroceria de duas portas. O projeto ainda não teve nome, desenho ou especificações técnicas revelados, mas a previsão é que chegue ao mercado antes de 2030, inaugurando também uma nova fase na estratégia de produtos da fabricante britânica.
O futuro utilitário faz parte de um investimento de 500 milhões de libras, cerca de R$ 3,5 bilhões em conversão direta, destinado à expansão da operação da McLaren no Reino Unido. O programa inclui uma nova fábrica e o desenvolvimento interno de dois novos conjuntos de motor e transmissão, dentro do processo de ampliação da gama da marca.
Embora a mecânica ainda não tenha sido detalhada, a McLaren já confirmou que o SUV será híbrido. A configuração mais especulada até agora envolve um V8 biturbo associado a motores elétricos, combinação que também permitiria a adoção de tração integral. Caso se confirme, o modelo será o primeiro McLaren de produção com tração nas quatro rodas, rompendo com a tradição de carros exclusivamente de tração traseira.
SUV da McLaren terá cinco lugares
O projeto, que ainda não tem um nome definido e é conhecido internamente pelo código P47, deverá ter carroceria de quatro portas, com capacidade para cinco ocupantes. A McLaren, porém, ainda mantém em segredo tanto o desenho quanto os detalhes da arquitetura. As imagens que acompanham esta publicação foram geradas por IA a partir do 765 Coupe. A expectativa é que o utilitário preserve elementos visuais e soluções técnicas capazes de identificá-lo imediatamente como um integrante da marca.
Segundo Nick Collins, CEO da McLaren, a proposta é levar a experiência de desempenho da fabricante para um veículo com maior versatilidade de utilização. A empresa também já indicou que não pretende lançar um modelo totalmente elétrico neste momento, enquanto não houver demanda suficiente por parte de seus clientes.
McLaren repete receita de Ferrari, Lamborghini e Aston Martin
Ainda que atrasada, a novidade coloca a McLaren em uma categoria que já deixou de ser exceção entre fabricantes tradicionais de carros de alto desempenho. A Ferrari já transformou o Purosangue em sua interpretação de um modelo de quatro portas e maior versatilidade, enquanto a Lamborghini foi pioneira nesse movimento e consolidou o Urus como parte importante de sua gama. A Aston Martin, por sua vez, ampliou sua atuação com o DBX.
O futuro McLaren também terá pela frente modelos como Bentley Bentayga, Porsche Cayenne Turbo GT e Maserati Grecale Trofeo. São propostas diferentes em conceito e posicionamento, mas que ocupam a mesma área de mercado ao combinar desempenho elevado, luxo e maior praticidade do que um supercarro convencional.
O movimento da McLaren chega depois de boa parte dessas concorrentes já ter explorado a expansão para os utilitários. Ainda assim, segue a mesma transformação observada no segmento: marcas construídas em torno de esportividade passaram a levar suas características para SUVs, sem abandonar a exclusividade e o desempenho que definem suas identidades. Agora, a McLaren começa a fazer o mesmo caminho, ainda que mais tarde.