Lembra dele? Honda Fit surge com novo visual polêmico na China
Monovolume que fez sucesso no Brasil até o início desta década segue vivo na Ásia, onde agora também é feito em parceria com a GAC
Quem acompanhou o mercado brasileiro entre os anos 2000 e 2020 certamente guarda uma boa memória do Honda Fit. Versátil e espaçoso, o monovolume foi produzido no Brasil em três gerações e construiu uma reputação sólida até se despedir discretamente em 2021. Desde então, o modelo nunca mais deu as caras por aqui e a quarta geração, apresentada há alguns anos com foco em Europa e Ásia, jamais foi oferecida ao público nacional. Agora, esse mesmo Fit volta a chamar a atenção com uma atualização profunda no mercado chinês, com um visual nada convencional.
Desenvolvido para a linha 2026 pela GAC Honda, joint-venture da marca japonesa na China, o Fit reestilizado rompe com a identidade visual tradicional da Honda. A frente concentra a principal ruptura estética: saem os faróis grandes e contínuos, entram conjuntos divididos, com luzes diurnas posicionadas mais acima e os faróis principais alojados em um bloco inferior separado. O para-choque também segue essa nova proposta, com desenho mais fechado e apenas uma tomada de ar discreta na parte inferior, reforçando a aparência minimalista, ainda que controversa.
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De perfil, o modelo preserva alguns traços que sempre ajudaram a definir o Fit. O pequeno vidro fixo após a porta dianteira continua presente, contribuindo para a boa visibilidade. Já na coluna C, uma faixa escurecida cria um efeito visual que conecta as lanternas traseiras, dando mais continuidade ao desenho. Dependendo da versão, o teto pode ser pintado em tom contrastante, reforçando o apelo jovem. As opções de cores incluem Amarelo Fogo, Azul Dinâmico e Branco Noite Estrelada, tonalidades pensadas para atrair o público asiático.
Apesar da renovação estética, a base mecânica segue fiel à fórmula conhecida. Sob o capô, o Fit chinês mantém o motor 1.5 i-VTEC aspirado, que entrega 123 cv de potência e 14,8 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio automático CVT. É um conjunto já conhecido pela confiabilidade e eficiência, alinhado à proposta urbana do modelo.
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Nas medidas, não há surpresas. O Fit de quarta geração vendido na China conserva as dimensões já conhecidas: 4,17 metros de comprimento, 1,69 m de largura, 1,54 m de altura e entre-eixos de 2,53 m. Ele é maior e mais alto que o último Fit comercializado no Brasil, o que ajuda a explicar o bom aproveitamento interno. A dúvida fica por conta da permanência do consagrado sistema Magic Seat, que permitia inúmeras configurações dos bancos e sempre foi um dos grandes diferenciais do modelo. O recurso, que deixou de ser oferecido na segunda gerção do WR-V brasileiro, pode reduzir parte da versatilidade que consagrou o Fit ao longo dos anos.
Por dentro, o hatch adota uma solução diferente da vista nos atuais City e WR-V vendidos no Brasil. Em vez do painel com elementos flutuantes, o Fit chinês aposta em uma central multimídia de 10,1 polegadas integrada ao cockpit, com visual mais tradicional. O quadro de instrumentos agora é totalmente digital, com tela de 7 polegadas, adicionando um nível de modernidade que nunca chegou às versões nacionais das gerações anteriores.
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Essa atualização chega ao mercado chinês com preço inicial de 66.800 yuans, o equivalente a cerca de R$ 51.436 em conversão direta. Um valor competitivo dentro do contexto local e que reforça o posicionamento do Fit como um carro urbano acessível, mesmo com o pacote tecnológico atualizado.
Enquanto o modelo ganha novo fôlego na Ásia, o panorama no Brasil segue inalterado. A Honda mantém sua estratégia concentrada na família City, nas carrocerias hatch e sedã, além dos SUVs HR-V e WR-V. Assim, o Fit permanece como uma lembrança marcante para o consumidor brasileiro, agora reaparecendo do outro lado do mundo com um visual que dificilmente passaria despercebido por aqui.
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