Hyundai: “três itens básicos do carro vão sumir”
O câmbio manual, freio de estacionamento tradicional por alavanca (popularmente conhecido como “freio de mão”) e os instrumentos analógicos no painel estão com os dias contados – pelo menos na visão da Hyundai.
Segundo Martin Zeilinger, diretor executivo do centro técnico da fabricante na Europa, esses itens já deixaram de ser desejados pelos consumidores e, por isso, estão sendo progressivamente eliminados.
A informação saiu do executivo durante uma entrevista à revista britânica Car. Ele foi direto: “Ninguém mais quer câmbio manual, freio de mão ou painel de instrumentos analógicos”.
As aspas de Zeilinger não resumem só uma constatação de tendência de mercado, mas uma sinalização de mudança de rota definitiva. Mesmo modelos que ainda oferecem versões com caixa manual estão vendo essa demanda desaparecer.
Zeilinger cita o Elantra N como exemplo: nos Estados Unidos, apenas 30% dos compradores optaram pela versão com câmbio manual e três pedais no último ano. Com isso, manter esse tipo de transmissão deixou de fazer sentido economicamente.

Hyundai diz adeus ao freio de mão
A transição também envolve outros elementos. O freio de mão acionado por alavanca praticamente não aparece mais em carros novos da Hyundai – e vem sendo substituído por sistemas eletrônicos já há alguns anos.
Já os painéis totalmente digitais passaram a dominar até modelos mais acessíveis da gama. A padronização não só reduz custos de produção como também facilita o cumprimento de normas de segurança e emissões.
No caso dos carros elétricos, Zeilinger argumenta que tocada esportiva não depende mais de elementos tradicionais. O executivo defende que a experiência de dirigir carros como o Ioniq 5 N supera a de muitos esportivos a combustão – e que sons artificiais e simulações de troca de marcha conseguem recriar a sensação de performance sem depender de um motor a gasolina ou de uma caixa manual.
“Se você quer ser rápido, nada supera um elétrico”, crava o executivo.
Curioso notar que a fala da Hyundai representa uma “virada de chave”: o que antes era diferencial para entusiastas, agora é visto como obstáculo técnico e financeiro para o desenvolvimento de novos veículos. Para quem ainda prefere essa conexão “raiz” com o carro, a recomendação da empresa sul-coreana é simples: procurar um usado.
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