Picape média deixa de ser fabricada no país vizinho em meio à crise e reorganização produtiva da montadora pelo mundo
A Nissan encerrou oficialmente a produção da Frontier na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, Argentina. A decisão, já prevista desde o início do ano, marca o fim da linha da picape no país, que até então era responsável por abastecer boa parte dos mercados sul-americanos, incluindo o Brasil. Quando acabarem os estoques por aqui, o modelo passará a vir importado do México, em estratégia semelhante a da Volkswagen com o SUV Taos. Assim como no carro alemão, a picape japoensa virá com leves atualizações visuais e de acabamento, mas mantendo a mesma base estrutural e mecânica.
Apesar das mudanças, a nova Frontier mexicana não trará avanços em eletrificação ou novos conjuntos híbridos. A atualização segue o mesmo conceito adotado por outras concorrentes, como a Chevrolet S10, priorizando o redesenho e melhorias pontuais. A estreia da versão reestilizada está prevista para 2026, quando chegará às concessionárias brasileiras.
Com o fim da produção, a Nissan Argentina deixa de atuar como fabricante e passa a operar apenas como importadora, em um movimento semelhante ao que a Ford fez no Brasil em 2021. A marca concentrará seus esforços na venda de modelos produzidos em outras unidades, como o novo Kicks e o futuro crossover Kait, ambos fabricados em Resende (RJ). A ideia é que a produção da picape média concentrada na América do Norte ajude a Nissan na missão de recuperar o fôlego financeiro, que anda abaixo do esperado. O mesmo já aconteceu com o centro de design da marca no Brasil, que foi fechado.
Parelelo a isso, a Renault assumirá o espaço deixado pela Nissan na planta de Santa Isabel. A marca francesa já prepara a produção de uma nova picape compacta monobloco, a Niagara, que chegará em 2026. O modelo terá foco no segmento das intermediárias, competindo diretamente com a Fiat Toro, além de enfrentar rivais como Ram Rampage, Chevrolet Montana e Ford Maverick.
O encerramento da linha Frontier na Argentina fecha um ciclo de produção regional da picape japonesa, abrindo caminho para uma nova fase industrial no país vizinho, agora sob liderança da Renault.
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