Unidades de teste da nova variante PHEV do Dolphin já estão em solo brasileiro e, segundo jornalista, o lançamento será no começo do ano
A BYD prepara o lançamento do Dolphin híbrido plug-in no Brasil para fevereiro de 2027, segundo apuração do jornalista Jorge Moraes, da CNN. De acordo com as informações obtidas por ele, o modelo será chamado de Dolphin GT por aqui, diferentemente de como foi apresentado recentemente na Europa, onde leva o nome de Dolphin G DM-i.
Além disso, unidades de teste do hatch PHEV já foram flagradas desembarcando de um navio vindo da China no porto do Espírito Santo, de acordo com o site Quatro Rodas, em imagens divulgadas pela página @autorodmotors no Instagram. Caso o cronograma se confirme, o lançamento brasileiro ocorrerá em menos de um ano após a apresentação global, reforçando a importância da linha Dolphin para a estratégia da fabricante no país.
A chegada do Dolphin elétrico ao Brasil, em 2023, ajudou a ampliar o alcance dos carros movidos a bateria ao oferecer uma alternativa de entrada com preço competitivo, bom nível de equipamentos e autonomia mais adequada ao uso urbano. O sucesso da proposta abriu caminho para o Dolphin Mini, versão menor derivada do chinês Seagull, que atualmente lidera as vendas de carros elétricos no Brasil. Em setembro, o modelo também se tornou o primeiro veículo 100% elétrico a figurar entre os três mais vendidos do mercado nacional em um único mês.
Novo Dolphin GT terá conjunto híbrido de até 212 cv
Apesar de compartilhar o nome com o hatch elétrico que conhecemos, o Dolphin GT é um projeto com carroceria, proporções e identidade visual próprias. O modelo mede 4,16 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,57 m de altura e tem 2,61 m de entre-eixos. O desenho traz faróis afilados em LED, dianteira com elementos escurecidos, maçanetas semi-embutidas e lanternas traseiras interligadas. O porta-malas comporta 425 litros, volume que chega a 1.225 litros com os bancos traseiros rebatidos.
A principal diferença está na mecânica. O hatch utiliza o sistema híbrido plug-in DM-i, que combina um motor 1.5 aspirado a gasolina com uma unidade elétrica. Na configuração de entrada, são 175 cv de potência combinada e uma bateria de 7,4 kWh, que permite rodar até 40 km no modo elétrico pelo ciclo europeu WLTP. Nas versões superiores, a potência chega a 212 cv, com bateria de aproximadamente 18 kWh e autonomia elétrica de até 105 km. A autonomia combinada supera 1.000 km, enquanto a aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 8,3 segundos e a velocidade máxima é de 180 km/h.
O pacote de equipamentos inclui painel digital, central multimídia de até 12,8 polegadas, ar-condicionado automático, câmera de ré e assistentes de condução, como controle de cruzeiro adaptativo e frenagem autônoma de emergência. Nas versões mais completas, há ainda teto solar panorâmico, câmera 360 graus, head-up display, bancos e volante aquecidos e carregamento de celular por indução.
Importação inicial e produção em Camaçari
De acordo com a apuração de Jorge Moraes, o Dolphin GT chegará inicialmente ao Brasil por meio de importação. A expectativa, porém, é que a produção nacional comece até o fim de 2027, na fábrica da BYD em Camaçari (BA). Para o mercado brasileiro, a expectativa é que o motor 1.5 receba tecnologia flex, permitindo o uso de gasolina e etanol. Ainda não é possível afirmar, porém, se a tecnologia, já aplicada nos SUVs Atto 2 e Song Pro, será oferecida já no modelo importado ou somente após a nacionalização.
O preço e a configuração destinados ao Brasil ainda não foram confirmados. Na Europa, o Dolphin G DM-i é vendido por valores entre 25 mil e 30 mil euros, equivalentes a aproximadamente R$ 142 mil e R$ 170,4 mil em conversão direta, dependendo da versão. Por aqui, a expectativa é que o novo hatch ocupe uma posição estratégica entre os modelos elétricos de entrada e os híbridos maiores da BYD, ampliando as opções de eletrificação da marca no país.