Audi inicia produção nacional do novo Q3, que chega em maio
Terceira geração do Q3 desembarca no Brasil na segunda quinzena de maio, nas variantes convencional e coupé, já com produção em São José dos Pinhais (PR)
A Audi deu início à produção nacional da terceira geração do Audi Q3 e do Audi Q3 Sportback em São José dos Pinhais (PR). A marca também confirmou que as duas carrocerias começam a chegar às concessionárias brasileiras na segunda quinzena de maio, marcando o retorno do utilitário compacto premium à linha de montagem local após um período de adequação industrial.
A nova geração passa a ser fabricada na mesma planta que já produziu as duas fases anteriores do modelo desde 2016. As operações foram interrompidas no início de 2025 para a atualização das instalações, etapa que abriu caminho para o início do novo ciclo produtivo em março, com investimento aproximado de R$ 50 milhões. Desde a inauguração da fábrica, em 1999, o volume aplicado na unidade soma cerca de R$ 600 milhões.
Além do Q3, a unidade paranaense já foi responsável pelo Audi A3 hatch no fim dos anos 1990 e, posteriormente, pelo A3 Sedan. A partir de 2022, passou a montar também o Q3 Sportback. Agora, ambas as variantes retornam simultaneamente à produção, consolidando o complexo como peça central da operação da marca no País.
Nova geração traz mudanças visuais, técnicas e estruturais
Visualmente, o novo Q3 adota a linguagem global mais recente da fabricante, com superfícies menos recortadas e linhas mais fluidas. A grade frontal Singleframe ganhou contornos curvos e nova disposição interna, enquanto os faróis ficaram mais afilados. Na traseira, as lanternas passam a ser interligadas por uma faixa luminosa, e há opção de tecnologia OLED digital. Na dianteira, os faróis de matriz digital com módulos de micro LED estreiam no modelo, ampliando as funções adaptativas de iluminação.
No Sportback, o teto apresenta inclinação acentuada a partir da coluna A, deixando a carroceria 29 milímetros mais baixa que no SUV tradicional e alterando a silhueta. O desenho ressalta os para-lamas traseiros, conhecidos como “bolhas quattro”. As rodas variam de 17 a 20 polegadas, com opções de visual esportivo e desenho aerodinâmico.
A aerodinâmica foi aprimorada e o coeficiente de arrasto declarado é de 0,30. O modelo passa a oferecer vidro acústico nas janelas laterais dianteiras, recurso inédito no segmento compacto europeu, voltado à melhoria do isolamento sonoro interno.
Por dentro, a cabine foi reformulada. O painel adota conceito digital com tela panorâmica curva integrando quadro de instrumentos e central multimídia. O volante concentra comandos em duas alavancas posicionadas na coluna de direção: uma dedicada à seleção de marchas e outra às funções de iluminação e limpadores.
O porta-malas do Sportback comporta 488 litros, podendo chegar a 1.289 litros com os bancos rebatidos. O volume é 100 litros inferior ao do Q3 SUV. A capacidade de reboque declarada em ambos é de até 2.100 kg.
Na Europa, a gama inclui motor 1.5 TFSI de 150 cv com sistema híbrido leve, 2.0 TDI de 150 cv como alternativa a diesel e versões a gasolina com tração integral entregando 204 cv e 265 cv. Há ainda a configuração híbrida plug-in, que combina motor a combustão e elétrico para gerar 272 cv, alimentada por bateria de 25,7 kWh brutos (19,7 kWh líquidos), com autonomia elétrica de até 118 km no ciclo WLTP.
O Q3 de segunda geração vendido no Brasil até o ano passado utilizava motor 2.0 turbo de 231 cv e 34 kgfm, sem opções eletrificadas. A Audi ainda não detalhou quais versões e conjuntos mecânicos serão oferecidos na nova geração nacional, mas a manutenção do trem de força é uma das alternativas mais fortes. Inaugurando mais uma fase da operação da marca no Brasil, o novo Q3 terá seu preço revelado posteriormente.
