Primeira Ferrari elétrica se chamará Luce e tem interior revelado

A Ferrari oficializou o nome do seu primeiro superesportivo totalmente movido a energia, que terá 1.000 cv e cabine retrô

A Ferrari deu um importante passo rumo a uma nova era eletrificado ao confirmar oficialmente o nome do seu primeiro modelo 100% movido a energia. Antes conhecido como Elettrica, o projeto passa a se chamar oficialmente Luce, palavra que significa “luz” em italiano e que, segundo a própria marca, carrega um conceito que vai além da simples adoção de uma nova tecnologia.

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Para a fabricante de Maranello, a nova Luce representa uma filosofia: a eletrificação como meio, e não como objetivo final. É a materialização de um momento em que design, engenharia e o futuro da mobilidade se encontram para inaugurar algo inédito na história da empresa, mantendo viva a essência que sempre definiu a Ferrari.

Junto ao batismo foi revelado por completo o interior da Luce, desenvolvido sob a assinatura de Jony Ive, antigo chefe de design da Apple e figura central na criação dos icônicos primeiros modelos iPhone ao lado de Steve Jobs. A proposta foge da tendência de interiores dominados por grandes telas e aposta em uma abordagem mais analógica.

A cabine adota um visual limpo e sofisticado, buscando equilibrio entre comandos físicos e recursos digitais. Botões, alavancas e interruptores mecânicos ganham destaque, enquanto os displays surgem de forma pontual e funcional. O volante de três raios, perfeitamente circular, resgata referências diretas dos modelos Ferrari das décadas de 1950 e 1960. Feito em alumínio reciclado, ele é mais leve que os atuais e oferece feedback tátil e sonoro, reforçando a conexão entre carro e motorista.

Interior nostálgico, multifuncional e com foco na condução

Inspirado no estilo dos anos 1970, o painel integra um volante multifuncional domínio de alumínio. Para deixar a coluna de direção livre, as setas foram reposicionadas para a região central do volante, ao alcance dos polegares. No mesmo conjunto estão os seletores de modos de condução.

Há três ajustes voltados ao uso cotidiano: Range, Tour e Perfo. Do lado oposto estãos os modos focados em esportividade: Ice, Dry, Wet, Sport e ESC Off, este último responsável por desligar o controle de estabilidade. Também no volante estão funções adicionais, como ativação dos sensores de estacionamento e controle de velocidade do piloto automático, sempre pensadas para evitar que o motorista tire as mãos do comando principal.

A Ferrari optou por uma tela multimídia compacta que, ironicamente ou não, tem uma grande senelhança com o Watch Ultra, relógio inteligente da Apple. Dedicada não só à reprodução de mídia, a central também possui um computador de bordo avançado. Nela, o condutor poderá acompanhar dados como entrega de potência, torque e gerenciamento de energia.

Logo abaixo da tela, os comandos do ar-condicionado aparecem em botões físicos com acabamento em alumínio, mantendo o jeitão clássico do interior. Os bancos contam com ventilação, elevando o nível de conforto esperado de um modelo desse segmento. No console central, o destaque é a pequena alavanca do câmbio automático, com as posições P, R, N e D. Ao lado, o tradicional cavalo da Ferrari surge junto a chave, que possui um display colorido e é conectada ao lado da manopla para que o carro dê partida.

Plataforma elétrica e desempenho de superesportivo

Apesar da ausência de um motor a combustão, a Ferrari garante que a Luce entrega o desempenho esperado de um modelo da casa. A novidade conta com uma bateria de 122 kWh, integrada ao chassi e posicionada sob o piso. Esse conjunto deverá entregar uma autonomia superior a 530 km, além de compatibilidade com recargas de alta potência.

O sistema de propulsão é composto por quatro motores elétricos, dois em cada eixo, com soluções diretamente derivadas da Fórmula 1. No eixo dianteiro, os dois motores entregam 286 cv, enquanto o conjunto traseiro responde por 843 cv. No total, a potência ultrapassa a marca dos 1.000 cv. Com isso, a Ferrari Luce acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 2,5 segundos e alcança velocidade máxima declarada acima de 310 km/h, números que o colocam no patamar dos superesportivos mais rápidos do mundo.

A distribuição individual de torque em cada roda, aliada a soluções como subchassi traseiro elástico e suspensões ativas, promete um comportamento dinâmico preciso, com alto nível de controle e prazer ao dirigir. Tudo isso sem abrir mão do conforto e da eficiência esperados.

O visual externo da Ferrari Luce, por enquanto, segue mantido em segredo. A marca confirmou que o design definitivo da carroceria será revelado em maio de 2026, na Itália, data que marcará oficialmente a apresentação completa do primeiro elétrico da história da Ferrari.

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