Operação da Lotus no Brasil começa com modelos partindo de R$ 795 mil

Com cinco esportivos em linha, entre elétricos luxuosos e coupé V6 manual, Lotus inicia jornada no Brasil focando em exclusividade

A Lotus iniciou oficialmente sua operação comercial no Brasil com cinco versões de três modelos de propostas distintas. Os preços começam em R$ 795 mil e chegam a R$ 1,23 milhão, colocando a marca britânica no mesmo território de fabricantes como Porsche, Mercedes-Benz, BMW e Aston Martin.

A marca pertence ao Grupo Geely desde 2017, mas sua atuação brasileira será independente da operação que o conglomerado mantém em parceria com a Renault no mercado nacional. Por aqui, a operação é conduzida pela LTS Brasil.

A estratégia da Lotus é ocupar um espaço mais exclusivo dentro do portfólio do grupo chinês, com modelos que combinam luxo, desempenho e uma identidade própria. A fabricante busca manter a tradição de origem britânica, indo desde um SUV elétrico de quase 2,6 toneladas a um cupê de motor V6 e câmbio manual. Entre eles, há ainda um sedã elétrico de 918 cv. Confira os preços:

Modelo Versão Potência Preço
Lotus Eletre 600 Sport SE 612 cv R$ 795 mil
Lotus Eletre 900 918 cv R$ 995 mil
Lotus Emeya 900 Carbon 918 cv R$ 975 mil
Lotus Emira Turbo SE 406 cv R$ 1,03 milhão
Lotus Emira V6 SE 406 cv R$ 1,23 milhão

O Eletre é a porta de entrada da Lotus no Brasil e também o modelo que apresenta a proposta mais distante dos esportivos tradicionais da marca. O SUV tem 5,10 metros de comprimento e utiliza uma arquitetura elétrica de 800 volts, com bateria de 112 kWh e dois motores, um em cada eixo.

Na versão 600 Sport SE, são 612 cv e 72,4 kgfm de torque, suficientes para levar o SUV de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos. A autonomia chega a 600 km pelo ciclo WLTP. A configuração também conta com suspensão pneumática de duas câmaras e eixo traseiro direcional, recursos que ajudam a controlar o porte do veículo. Por R$ 200 mil a mais, o Eletre 900 eleva o desempenho para 918 cv e 100,5 kgfm. A aceleração de 0 a 100 km/h cai para 2,95 segundos, colocando o SUV em território de superesportivos. Em contrapartida, a autonomia pelo ciclo WLTP é reduzida para 490 km.

A mesma motorização de 918 cv aparece no Emeya 900 Carbon, mas aplicada a uma carroceria mais baixa e aerodinâmica. O sedã de quatro portas tem 5,14 metros de comprimento, entre-eixos de 3,07 metros e coeficiente de arrasto de apenas 0,20. Com isso, consegue fazer de 0 a 100 km/h em 2,7 segundos, tornando-se o modelo mais rápido da linha brasileira em aceleração.

Lotus Emira mantém a receita tradicional

É no Emira que a marca preserva de maneira mais evidente sua origem. Com motor central-traseiro, tração traseira e construção focada na redução de peso, o cupê de dois lugares é o único modelo da linha atual sem eletrificação e também o último Lotus produzido na Inglaterra.

O Emira Turbo SE custa R$ 1,03 milhão e utiliza um motor 2.0 turbo de quatro cilindros fornecido pela Mercedes-AMG. Nele, o propulsor entrega 406 cv e 49 kgfm, trabalhando com câmbio automatizado de dupla embreagem e oito marchas. O resultado é uma aceleração de 0 a 100 km/h em 4 segundos.

Por R$ 200 mil adicionais, o Emira V6 SE troca o quatro cilindros por um 3.5 V6 com compressor mecânico, de origem Toyota. A potência permanece em 406 cv, enquanto o torque fica em 42,9 kgfm. A principal diferença, porém, está na transmissão manual Tremec de seis marchas, característica que coloca a versão em uma categoria cada vez mais rara entre os esportivos de alto valor. A aceleração até 100 km/h leva 4,3 segundos.

Mesmo sendo o modelo menos potente da gama, e ainda assim o mais caro, o Emira é aquele que mais se aproxima da receita histórica da Lotus, com aproximadamente 1.530 kg. A proposta é privilegiar comportamento dinâmico e interação com o motorista, em vez de buscar números absolutos de potência.

A estratégia da Lotus em nosso mercado prevê uma operação de baixo volume e forte personalização, com foco em exclusividade, enquanto boa parte dos veículos será configurada sob encomenda. A marca também prepara a ampliação de seu portfólio nos próximos anos, incluindo o Eletre X híbrido com extensor de autonomia, além de novos produtos previstos no cronograma global.

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