Primeira geração do SUV que reinventou a Jeep no Brasil tem quase 11 anos de mercado e vai receber mais uma reestilização com sistema MHEV
Produzido no Polo Automotivo de Goiana (PE) desde 2015, o Jeep Renegade alcançou a marca de 700 mil unidades fabricadas no Brasil. O número consolida a trajetória do modelo que inaugurou a operação industrial da Jeep no país e ajudou a reposicionar a marca no mercado nacional, especialmente no segmento de SUVs menores. Ao longo de quase 11 anos, o Renegade manteve papel de destaque nas vendas, também servindo como produto de exportação para diversos países da América Latina.
Parte desse desempenho está ligada ao posicionamento técnico do modelo. O Renegade segue como o único SUV compacto oferecido no Brasil com opção de tração 4×4, característica que o diferencia dentro do segmento. A linha nacional conta ainda com pacote de assistências à condução, como frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa, monitoramento de pontos cegos e farol alto automático. Antes oferecido também com motorização diesel, o modelo conta atualmente apenas com o motor 1.3 turbo flex de 176 cv, associado ao câmbio automático de seis marchas, além de seis airbags desde as versões de entrada.
Pequenas e importantes mudanças a caminho
Mesmo descontinuado em mercados como Estados Unidos e Europa, o Renegade segue em linha no Brasil e busca manter o fôlego contra os concorrentes que já se atualizaram. Ao menos é que se espera, já que o SUV passará por mais uma reestilização nos próximos meses, com mudanças pontuais no visual externo, especialmente em para-choques e grade, mantendo a lógica de atualizações graduais adotada ao longo de sua vida comercial. A renovação, no entanto, será mais profunda no interior, que passará por uma reformulação completa inspirada no padrão já adotado pelo Compass.
A principal novidade dessa atualização estará sob o capô. O Renegade será o primeiro modelo da Stellantis no Brasil a contar com um sistema híbrido leve de 48 volts associado ao motor 1.3 T270. Diferentemente de sistemas híbridos plenos ou plug-in, essa solução não permite a tração elétrica das rodas. A bateria adicional atua de forma integrada ao conjunto mecânico, possibilitando, por exemplo, o desligamento do motor em determinadas situações, como em desacelerações, com o câmbio desacoplado, reduzindo consumo e emissões.
Esse sistema MHEV de 48V terá capacidade superior aos conjuntos híbridos leves de 12V já utilizados por outras marcas do grupo no país. A expectativa é que a estreia do Renegade eletrificado ocorra ao longo de 2026, possivelmente antes da chegada do Jeep Avenger ao mercado brasileiro. Com isso, o SUV compacto ganha sobrevida até a chegada de uma nova geração, mantendo relevância em um segmento cada vez mais pressionado por novidades tecnológicas e pela eletrificação.
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