Linha Z da Nissan, que marcou época e se tornou lenda no imaginário autoentusiasta, ganha redesenho discreto e ajustes mecânicos importantes
Apresentado no Salão do Automóvel de Tóquio, o Nissan Z reestilizado deixa claro que a marca japonesa ainda enxerga valor e paixão em um de seus esportivos mais emblemáticos. Três anos após o lançamento da sétima geração, o cupê passa por uma atualização de meia-vida que não tenta reinventar o modelo, mas sim aprimorar o que sempre fez do Z um ícone: identidade forte, mecânica envolvente e foco no prazer ao dirigir.
Visualmente, o Nissan Z 2027 preserva a silhueta clássica que remete às gerações anteriores, mas adota mudanças pontuais. O para-choque dianteiro foi redesenhado, abandonando linhas mais quadradas e adotando um formato mais fluido. A grade passa a ter desenho trapezoidal com uma barra transversal na cor da carroceria, enquanto o spoiler frontal ganhou mais presença. Segundo a própria Nissan, essas alterações não são apenas estéticas, houve ganho aerodinâmico, com redução de 3,3% na sustentação dianteira e de 1% no arrasto.
O tradicional logotipo da marca dá lugar ao emblema “Z” na dianteira, enquanto as rodas são inéditas com opção de acabamento bicolor. Além disso, o pequeno spoiler traseiro foi eliminado, deixando a tampa do porta-malas com visual mais limpo. Entre as novidades está a nova cor verde Unryu, inspirada no tom Grand Prix Green do Z original, combinada a um interior em bege.
Para quem busca algo mais radical, o Z NISMO mantém seu papel de versão mais esportiva. A versão traz visual mais agressivo, detalhes externos em vermelho, rodas exclusivas e cabine com acabamento escurecido, com destaque para o uso de camurça.
Debaixo do capô, a Nissan preferiu não mexer no que já funciona. O V6 biturbo segue entregando 400 cv nas versões Sport e Performance, enquanto o Z NISMO mantém os 420 cv. A grande novidade, porém, está na transmissão: pela primeira vez, a versão NISMO passa a oferecer câmbio manual de seis marchas. Em um cenário em que transmissões automáticas dominam o mercado e o pedal de embreagem vira exceção, a decisão soa quase como um manifesto em favor dos puristas.
Além do que já foi citado, o Nissan Z passa a contar com amortecedores monotubo de maior diâmetro, focados em melhorar o conforto e o controle em diferentes situações de uso. Já o Z NISMO recebe um reforço importante no sistema de freios, com componentes derivados do lendário GT-R, modelo que recentemente saiu de linha.
O novo Nissan Z começará a ser vendido em breve no mercado japonês. Para o Brasil, ao menos por enquanto, ele segue como um sonho distante. Ainda assim, sua atualização e a ampliação de oferta do câmbio manual mostra que a linha Z continua viva, relevante e fiel às suas origens.
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