Em meio à crise, Nissan fecha centro de design no Brasil

Nissan Kicks Concept

Passando por uma de suas fases mais difíceis no cenário global, montadora decide encerrar estúdio para reduzir processos e cortar custos

A Nissan confirmou que vai encerrar as atividades do seu estúdio de design The Box, em São Paulo, até março de 2026. O espaço, inaugurado em 2019, funciona como laboratório criativo para atender às demandas de mobilidade e estilo da América Latina. O estúdio teve grande participação no desenvolvimento do próximo SUV da fabricante que veremos por aqui em breve. Baseado no Kicks Play, o modelo foi pensado para o mercado brasileiro e será rival de Fiat Pulse, Volkswagen Nivus e companhia.

728x90

Em meio a uma das maiores crises de sua história, a marca decidiu fechar também o Nissan Design America, em San Diego, nos EUA. A ação conjunta faz parte de uma ampla reorganização da montadora, que também reduzirá operações no Japão e no Reino Unido. Segundo o chefe global de design, Alfonso Albaisa, a nova estratégia busca acelerar o processo de criação em até 40% e cortar os custos de desenvolvimento em cerca de 25%, seguindo um modelo já aplicado na China.

Recentemente a marca encerrou a produção do icônico Nissan GT-R R35, no Japão

Após a reestruturação, o estúdio de Atsugi, no Japão, assumirá a função de principal polo global de design da Nissan. Já nos Estados Unidos, essa frente ficará por conta do Studio Six, em Los Angeles, que também responderá pelos projetos da marca Infiniti. Em Londres, a unidade Nissan Design Europe continuará dando suporte aos mercados da África, Oriente Médio, Índia, Europa e Oceania. A base de Xangai seguirá dedicada exclusivamente ao mercado chinês, enquanto a Creative Box, em Tóquio, permanecerá voltada a iniciativas experimentais para projetos futuros.

Até 2028, a Nissan pretende economizar cerca de US$ 1,7 bilhão dentro do seu programa de renovação. Para alcançar esse objetivo, a empresa vai adotar medidas como fechamento de fábricas, corte de pessoal e, principalmente, a simplificação da engenharia. O número de plataformas globais será reduzido de 13 para 7, o que deve agilizar os processos. Além disso, a marca prevê reduzir o tempo de desenvolvimento de novos veículos e de atualizações dos projetos já existentes.

Postagem Relacionada