CVT, automático ou automatizado: entenda as diferenças

Cada sistema tem funcionamento e características próprios; veja como eles atuam e o que muda na hora de dirigir

Todo mundo concorda que a transmissão automática é uma “mão na roda”. Seja para quem dirige no trânsito urbano ou em viagens longas, trocar marchas de forma automática oferece mais conforto e praticidade. Mas dentro dessa categoria, existem três sistemas diferentes: o câmbio automático tradicional, o CVT e o automatizado. Apesar de todos eliminarem o pedal de embreagem, cada um funciona de maneira distinta e entrega experiências diferentes ao condutor.

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Vamos conferir o que muda entre eles?

Câmbio automático convencional: trocas suaves com engrenagens planetárias

É o tipo mais antigo e tradicional de transmissão automática. Utiliza um conjunto de engrenagens planetárias e um conversor de torque hidráulico, que faz a conexão entre o motor e a caixa de câmbio. A troca de marchas é feita de maneira automática e contínua, com foco no conforto ao dirigir.

O câmbio automático pode ter 4, 6, 8 ou até mais marchas, dependendo do modelo. A sensação ao volante é de suavidade nas trocas, embora o motorista ainda perceba leves trancos ao mudar de marcha. Também é comum encontrar versões com opção de trocas manuais por alavanca ou borboletas atrás do volante.

CVT: variação contínua e sem marchas definidas

A sigla CVT vem de Continuously Variable Transmission — ou transmissão continuamente variável. Ao contrário do câmbio automático tradicional, o CVT não tem engrenagens fixas. Em vez disso, utiliza duas polias conectadas por uma correia metálica, que ajustam continuamente a relação de marchas conforme a necessidade do motor.

O resultado é uma condução ainda mais suave, sem trancos nas trocas, já que elas não acontecem de forma perceptível. O motorista sente o carro acelerar de forma constante, como se estivesse em uma única marcha. Muitos modelos com CVT simulam marchas para agradar quem sente falta da mudança de rotações.

Câmbio automatizado: estrutura de manual, operação eletrônica

Já o câmbio automatizado é um sistema que parte de uma base mecânica semelhante à de um câmbio manual, mas com a embreagem e a troca de marchas feitas automaticamente por atuadores eletrônicos.

Ou seja, não há pedal de embreagem, mas as trocas ainda acontecem de forma sequencial e perceptível, o que pode gerar certo desconforto, especialmente em manobras ou em subidas. Existem versões com embreagem simples e dupla, conhecidos como DCT (Dual Clutch Transmission) ou DSG (Direct Shift Gearbox), um tipo de transmissão automática que utiliza duas embreagens para realizar trocas de marcha mais rápidas e eficientes do que as transmissões automáticas convencionais, e de forma mais rápida e suave.

Embora seja mais acessível para produção e manutenção, o câmbio automatizado de embreagem simples caiu em desuso em muitos modelos por entregar uma experiência de condução inferior aos demais, especialmente nas versões mais simples.

Por outro lado, os de dupla embreagem por serem mais rápidos nas trocas de marchas, pois enquanto uma embreagem está engatada na marcha atual a outra já tem a próxima marcha pré-selecionada e pronta para ser engatada, além de favorecerem o desempenho e diminuirem o consumo de combustível, são os preferidos nos carros esportivos e ganham cada vez mais lugar nos carros normais de produção.

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