BMW X5 de nova geração é apresentada ao mundo

Precursor da BMW no universo dos SUVs, X5 chega à quinta geração com até 5 propulsões e uma das maiores rupturas em estilo e filosofia

O BMW X5 entra em sua quinta geração com uma transformação profunda. Mais do que uma simples evolução do SUV que inaugurou a ofensiva da marca no segmento, o modelo adota a nova filosofia visual e tecnológica da BMW, alinhando-se ao conceito Neue Klasse e assumindo um papel central na estratégia de eletrificação da fabricante.

A nova geração rompe com diversos elementos tradicionais que acompanharam o X5 ao longo de mais de duas décadas. O visual ficou mais limpo e as superfícies ganharam formas simplificadas. Além disso, o SUV se torna um dos modelos mais versáteis da marca em termos de propulsão, sendo oferecido com motores a gasolina, diesel, híbridos plug-in, elétricos e, em 2028, até mesmo uma versão movida a hidrogênio.

Nova identidade visual abandona excessos

A mudança mais evidente está no design. O novo X5 adota uma linguagem visual muito diferente daquela vista nas gerações anteriores. A dianteira exibe uma interpretação completamente nova da tradicional grade duplo rim, seguindo a linguagem já vista no BMW iX3. Ela permanece presente, mas em dimensões mais discretas e integrada a uma nova assinatura luminosa. Os faróis passam a utilizar elementos gráficos em formato de “X”, concentrando funções de iluminação que anteriormente eram distribuídas em diferentes módulos.

O resultado é uma frente mais limpa e menos carregada visualmente do que a do modelo atual. As mudanças seguem pela lateral, onde os para-lamas perderam os vincos mais pronunciados, enquanto as superfícies ficaram praticamente lisas. As maçanetas convencionais deram lugar a comandos integrados à área das janelas para melhorar a aerodinâmica.

As proporções também evoluíram. O SUV agora mede 4,99 metros de comprimento e 1,75 metro de altura, enquanto a distância entre-eixos cresceu 60 mm, chegando a 3.035 mm. Além do espaço interno, o aumento beneficia a estabilidade e a dinâmica ao volante. Na traseira, as lanternas horizontais ampliam a sensação de largura e reforçam a nova identidade visual da marca. Dependendo da versão, o modelo poderá ser equipado com rodas de 21 a 23 polegadas.

Interior aposta em digitalização total

Se o exterior representa uma ruptura importante, o interior leva essa transformação ainda mais longe. O novo X5 praticamente elimina os comandos físicos que marcaram os BMW das últimas décadas. O tradicional controlador giratório do sistema iDrive desaparece, assim como boa parte dos botões convencionais.

O principal destaque passa a ser o BMW Panoramic Vision, sistema que projeta informações ao longo da base do para-brisa e funciona como uma evolução do conceito de head-up display. Complementando o conjunto, um novo head-up display tridimensional trabalha em conjunto com a tela central de 17,9 polegadas, que concentra praticamente todas as funções do veículo.

O sistema operacional também é novo. Chamado de BMW Operating System X, ele utiliza uma estrutura baseada em Android e aposta em navegação por widgets para tornar o acesso aos recursos mais rápido. Entre os itens mais curiosos está o uso opcional de ardósia natural ultrafina como acabamento do painel. Outra novidade é a possibilidade de equipar o SUV com uma tela exclusiva de 14,6 polegadas para o passageiro dianteiro. Um sistema de monitoramento visual impede que o motorista visualize o conteúdo exibido durante a condução.

Em segurança, a BMW reúne seus assistentes sob a plataforma denominada Symbiotic Drive. Os sistemas de condução semiautônoma trabalham em conjunto com sensores distribuídos ao redor do veículo e também monitoram a abertura das novas portas automatizadas, interrompendo seu funcionamento caso detectem risco de colisão com ciclistas, veículos ou pedestres.

Cinco tecnologias de propulsão e estreia do hidrogênio na família X5

A nova geração do X5 se destaca por oferecer uma das gamas mecânicas mais amplas do mercado. A versão de entrada a gasolina é a X5 40 xDrive, equipada com motor seis cilindros em linha de 3,0 litros associado a um sistema híbrido leve. O conjunto entrega 400 cv e 59 kgfm de torque. Para quem ainda busca um utilitário voltado para longas viagens, a BMW mantém a opção diesel. O X5 40d xDrive utiliza um seis cilindros turbodiesel com 313 cv e 68,3 kgfm.

Os híbridos plug-in serão representados pelos modelos X5 50e xDrive e X5 M60e xDrive. Ambos combinam o motor seis cilindros a gasolina com um propulsor elétrico integrado ao câmbio automático de oito marchas e uma bateria de 26,5 kWh. No 50e, a potência combinada chega a 489 cv. Já o M60e alcança 612 cv e 81,6 kgfm de torque, sendo uma das versões mais rápidas da linha.

A variante totalmente elétrica será o iX5 60 xDrive. Utilizando a sexta geração da tecnologia eDrive, o SUV combina um motor dianteiro e outro traseiro para gerar 578 cv e 82,1 kgfm. A bateria de 141 kWh permite autonomia entre 645 e 845 quilômetros pelo ciclo WLTP. A arquitetura elétrica de 800 volts possibilita recargas de até 460 kW, enquanto os recursos de carregamento bidirecional permitem que o veículo forneça energia para equipamentos externos, residências ou até mesmo para a rede elétrica.

Mas a grande novidade da geração será a chegada do iX5 Hydrogen. Previsto para 2028, o modelo utilizará a terceira geração da tecnologia de célula de combustível desenvolvida em parceria com a Toyota. Com isso, o X5 se tornará o primeiro BMW produzido em série a reunir cinco tecnologias de propulsão distintas dentro da mesma família: gasolina, diesel, híbrida plug-in, elétrica a bateria e movida por célula de combustível de hidrogênio.

A estratégia também consolida a filosofia multienergia da marca em seu SUV mais importante, permitindo que diferentes tecnologias convivam em uma única plataforma e atendam mercados com necessidades distintas. Para o Brasil, a nova geração pode desembarcar a partir de 2027, substituindo o modelo atualmente produzido em Santa Catarina.

Postagem Relacionada